Messias e diretor-geral da PF teriam trocado ofensas no gabinete de Lula, diz UOL

No dia 4 de setembro, uma discussão acalorada teria ocorrido entre o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, dentro do gabinete do presidente Lula, no Palácio do Planalto. Segundo relatos, os dois teriam trocado ofensas.
O confronto teria sido motivado por questionamentos de Messias sobre a possibilidade de estar sendo espionado por Andrei. O chefe da AGU, que estava sob observação da PF há meses, também perguntou diretamente se seu telefone estava sendo monitorado. A suspeita aumentou a desconfiança entre os dois.
No mesmo dia, Messias e Lula participaram de uma cerimônia oficial no Palácio do Planalto para celebrar a sanção de leis ligadas ao sistema de Justiça brasileiro. Após o evento, Andrei Rodrigues foi chamado à sala do presidente, onde a discussão começou.
De acordo com pessoas que ouviram relatos sobre o episódio, a conversa — com a presença do presidente — foi descrita como 'dura', 'tensa' e 'ríspida'.
Diante de Lula, Andrei Rodrigues negou de forma enfática qualquer tipo de monitoramento direcionado a Messias. Fontes ligadas ao diretor-geral da PF revelaram que ele chamou a atitude do chefe da AGU de 'chilique'.
A jornalista Marcela Mattos, do UOL, divulgou o caso. Não há confirmação oficial sobre o episódio.
Principais informações
- Discussão teria ocorrido em 4 de setembro no gabinete de Lula
- Messias questionou Andrei sobre possível espionagem
- Andrei negou monitoramento e classificou atitude como 'chilique'
- Lula presenciou o episódio, descrito como tenso
- Informação foi divulgada pela colunista Marcela Mattos, do UOL

