Advogado de empresa de Trump critica Zanin por prorrogação de urnas e compara Lula a Maduro

O advogado Martin De Luca, que representa o Trump Media & Technology Group, empresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de adiar em duas horas o fechamento das urnas. Em publicação de 25 de outubro de 2026, ele classificou o episódio como um complô em favor da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comparou o petista a Nicolás Maduro.
De Luca escreveu em inglês, em sua conta no X, que tem quase 126 mil seguidores, que era necessário garantir que o mundo inteiro entendesse o que aconteceu. Segundo o advogado, as decisões judiciais ligadas às eleições federais no Brasil cabem ao Tribunal Superior Eleitoral, órgão criado justamente para essa finalidade.
Na avaliação dele, Lula pediu ao TSE que a votação fosse prorrogada por mais duas horas em todo o país, alegando problemas de transporte. O advogado então questionou quem controla o sistema de transporte e afirmou que o governo Lula tem muito mais controle sobre ele do que um senador que concorre à Presidência.
De Luca sustentou que, em vez de esperar uma decisão do TSE, Lula pediu imediatamente a Zanin que determinasse que as urnas permanecessem abertas sem deliberação do tribunal eleitoral. Ele afirmou que, em questão de minutos, o ministro determinou a manutenção da votação e chegou a questionar se Zanin havia lido a petição.
O advogado também mencionou o passado do ministro, lembrando que o STF tem 11 integrantes e que Zanin atuou como advogado de defesa criminal de Lula em processos de corrupção. Na publicação, De Luca ainda defendeu a plataforma Rumble, que, segundo ele, foi colocada fora do ar pelo Supremo brasileiro.
Ele questionou se uma suposta manipulação flagrante das eleições poderia ser usada para anunciar a vitória de Lula e se o presidente esperaria que alguém na comunidade internacional reconhecesse o resultado como uma eleição livre e justa. O advogado encerrou dizendo que ninguém reconheceria e perguntando se aquele seria o dia em que Lula se tornaria o próximo Nicolás Maduro, afirmando rezar para que não seja o caso.
Donald Trump Jr., filho do presidente americano, compartilhou a publicação do advogado. Ele comentou que, se um governo conservador no Brasil fizesse o mesmo, a grande imprensa dos Estados Unidos perderia a cabeça, mas avaliou que os veículos preferem o silêncio porque, na visão dele, tudo isso é feito em nome de uma causa.
Principais informações
- Martin De Luca representa o Trump Media & Technology Group, empresa do presidente dos EUA, Donald Trump
- Ele criticou a decisão de Cristiano Zanin, do STF, de adiar em duas horas o fechamento das urnas
- O advogado classificou o episódio como complô em favor da candidatura de Lula e comparou o petista a Nicolás Maduro
- De Luca afirmou que a competência sobre eleições federais é do TSE e mencionou o passado de Zanin como advogado de Lula
- Donald Trump Jr. compartilhou a publicação e criticou o que chamou de silêncio da imprensa americana

