Cúpula do Exército critica STF por não avançar em investigação envolvendo Alexandre de Moraes

Cúpula do Exército critica STF por não avançar em investigação envolvendo Alexandre de Moraes

Oficiais de alta patente do Exército demonstram insatisfação com a forma como o Supremo Tribunal Federal tem tratado as evidências reunidas pela Polícia Federal que envolvem o ministro Alexandre de Moraes. Integrantes da cúpula militar classificam a postura da Corte como omissão.

O plenário do STF se reuniu na terça-feira para decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro. As provas em discussão foram extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A apreciação do caso não foi concluída: o ministro Flávio Dino apresentou pedido de vista e interrompeu o julgamento, após episódios de tumulto processual ao longo da sessão.

A principal queixa dos militares é a falta de coerência no tratamento dado aos investigados. Na avaliação deles, o rigor aplicado pelo Supremo ao julgar oficiais envolvidos na trama golpista deveria valer também quando as suspeitas recaem sobre um integrante do próprio tribunal. Para a cúpula do Exército, há tratamento diferenciado, descrito como uma blindagem institucional.

Apesar da indignação, nenhum representante da caserna pretende tornar pública a insatisfação de modo que ela possa ser interpretada como afronta institucional. A postura adotada é de contenção, para evitar o agravamento de uma crise entre os Poderes. "O STF que lute com sua desgraça", afirmou um interlocutor do comando, resumindo o sentimento predominante nos bastidores do Exército diante do impasse no Supremo Tribunal Federal.

Principais informações

  • Oficiais de alta patente do Exército criticam a postura do STF diante das provas da PF envolvendo Alexandre de Moraes.
  • O plenário do STF analisava na terça-feira a abertura de investigação contra o ministro, com base em material extraído do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
  • O julgamento não foi concluído após pedido de vista do ministro Flávio Dino e episódios de tumulto processual.
  • Militares defendem o mesmo rigor aplicado aos oficiais condenados na trama golpista e falam em tratamento diferenciado.
  • A cúpula militar decidiu não tornar pública a insatisfação, para não alimentar crise entre os Poderes.

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