MPF investiga contrato de R$ 15,8 milhões com ONG para coleta de lixo na Terra Yanomami

MPF investiga contrato de R$ 15,8 milhões com ONG para coleta de lixo na Terra Yanomami

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito nesta semana para apurar as circunstâncias de um contrato firmado pelo governo do presidente Lula com uma ONG sediada no ABC Paulista. A entidade teria recebido R$ 15,8 milhões para realizar serviços de coleta de lixo na Terra Yanomami, na Amazônia.

A organização sob investigação é a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários. De acordo com o MPF, sua sede fica no subsolo do Sindicato dos Metalúrgicos, e a entidade possui vínculos históricos com o PT, partido do presidente Lula.

O montante teria sido repassado de uma só vez pelo Ministério do Trabalho, comandado pelo petista Luiz Marinho, que também é do ABC Paulista.

A distância entre a sede da ONG, no subsolo do sindicato, e as aldeias da Terra Yanomami ultrapassa 3.000 quilômetros. A maior reserva indígena do país tem condições operacionais que somente as Forças Armadas e órgãos de controle e policiamento conseguem enfrentar. Os custos logísticos são altos, com deslocamentos por helicópteros, barcos e aviões de pequeno porte.

Os investigadores buscam entender por que uma ONG ligada ao petismo foi escolhida para executar um trabalho descrito como complexo e caro na Terra Yanomami. O MPF quer esclarecer se houve irregularidades na contratação e no repasse dos recursos públicos.

As crianças indígenas da região aparecem em desvantagem em praticamente todos os indicadores de saúde, o que torna a fiscalização dos gastos no território ainda mais sensível.

Principais informações

  • MPF abriu inquérito para investigar contrato de R$ 15,8 milhões com ONG na Terra Yanomami.
  • A ONG Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários tem sede no subsolo do Sindicato dos Metalúrgicos e vínculos históricos com o PT.
  • O valor teria sido repassado de uma única vez pelo Ministério do Trabalho, comandado por Luiz Marinho.
  • A distância entre a sede da ONG e a Terra Yanomami ultrapassa 3.000 km.
  • O MPF apura se houve irregularidades na contratação e no repasse dos recursos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *