María Corina Machado é barrada em três tentativas de voltar à Venezuela

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado tentou retornar à Venezuela três vezes nesta terça-feira, 22, e nenhuma das investidas teve êxito, segundo o assessor Pedro Urruchurtu. Ela está na Cidade do Panamá, de onde busca voltar ao país.
A primeira tentativa foi por via marítima: a opositora embarcou em uma pequena embarcação que cruzaria o Canal do Panamá rumo ao Caribe, mas problemas mecânicos impediram a viagem. Depois disso, a equipe passou a procurar alternativas por via aérea.
O primeiro plano aéreo previa um voo para Aruba, ilha do Caribe próxima à costa venezuelana, mas a decolagem não foi autorizada. Diante da negativa, a tentativa seguinte foi Curaçao, também no Caribe, inviabilizada por restrições ao tráfego aéreo.
Conforme o jornal espanhol ABC, María Corina já tentou voltar ao país sete vezes nos últimos meses, recorrendo a rotas terrestres, aéreas e marítimas.
Em 26 de junho, ela embarcou em um avião privado nos Estados Unidos com destino a Curaçao. Durante o trajeto, o piloto recebeu instruções dos EUA para retornar ao aeroporto. Dias depois, em nova investida aérea, tentou embarcar direto para Caracas, capital venezuelana. Autoridades chavistas alertaram a companhia aérea sobre os riscos de transportá-la, e ela não conseguiu entrar no avião.
A equipe ainda considerou rotas terrestres e marítimas para levar a líder da oposição de volta à América do Sul, mas os detalhes dessas operações não foram revelados.
María Corina deixou a Venezuela em dezembro de 2025, após um período na clandestinidade durante o regime de Nicolás Maduro, para viajar à Noruega, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Em janeiro de 2026, a Casa Branca deflagrou uma operação militar que capturou Maduro na Venezuela. Desde então, o governo de Donald Trump negocia procedimentos políticos e econômicos do país com a presidente interina, Delcy Rodriguez.
Principais informações
- María Corina Machado tentou voltar à Venezuela três vezes nesta terça-feira, 22, sem êxito, de acordo com o assessor Pedro Urruchurtu.
- A primeira tentativa, por via marítima, foi frustrada por problemas mecânicos na embarcação que cruzaria o Canal do Panamá.
- As tentativas aéreas para Aruba e Curaçao não avançaram por falta de autorização de decolagem e restrições ao tráfego aéreo.
- Segundo o jornal ABC, a opositora já tentou retornar sete vezes nos últimos meses, por rotas terrestres, aéreas e marítimas.
- María Corina está na Cidade do Panamá e deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega.

