Publicação de nova marqueteira de Lula sobre incêndio na UFPE some das redes

Uma publicação da deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), recém-nomeada estrategista digital da campanha de Lula à reeleição, desapareceu das redes sociais na noite da quinta-feira, 8. O conteúdo atribuía a apoiadores de Flávio Bolsonaro a responsabilidade por um incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Durante a madrugada, ela escreveu: “Hoje eles queimaram uma faculdade”. Além de responsabilizar a direita, a deputada eleita pedia votos a eleitores de Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), derrotados no primeiro turno, e afirmou: “Se vocês se juntarem ao BOLSONARISMO, esqueçam a tentativa de implementar um governo de vocês aqui”.
Segundo o perfil Desmascara News Brasil, na rede X, estudantes da UFPE contestaram a versão e desmentiram a narrativa de atentado. Ainda conforme a publicação, deputados como @jonesmanoel_PE e @aanaelisast atribuíram o incêndio a bolsonaristas sem qualquer comprovação. Um perfil afirma que os estudantes atribuíram o fogo ao defeito de um antigo aparelho de ar-condicionado.
A mensagem saiu do ar e o X informou que o “perfil não existe”, segundo o relato. Diversos usuários capturaram imagens do conteúdo e as reproduziram em suas próprias contas.
Outro perfil afirma que a marqueteira apagou diversas publicações de sua conta, que atacavam as igrejas católica e evangélica e defendiam o bloqueio das redes sociais. O perfil République (@republiqueBRA) detalhou o que teria sido removido: tweets antigos em que ela defendia o aborto, pedia a Lula que fechasse igrejas, criticava “crentes” e dizia odiar brancos, além de publicações em que defendia que o Vaticano proibisse padres de usar redes sociais e apoiava o bloqueio de Instagram, Facebook e WhatsApp no Brasil.
Na mesma quinta-feira, o perfil PT na Câmara (@PTnaCamara) deu boas-vindas à deputada eleita, afirmando recebê-la com “muita alegria e expectativa” para somar forças a partir de 2027.
O deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) rejeitou a tentativa de associar o incêndio a grupos de direita. Segundo ele, não há a hipótese de ação criminosa. O caso está sob investigação.
Segundo a acusação feita ao partido, o conteúdo da marqueteira amplia o número de fake news distribuídas pelo PT, acusado de disseminar notícias falsas contra Flávio Bolsonaro que envolvem questões religiosas e programas sociais como Bolsa Família e Farmácia Popular. Em entrevista ao Jornal da Oeste na quinta-feira, 8, o deputado federal mais votado no Rio Grande do Sul, Maurício Marcon (PL), afirmou que a campanha de Flávio está mapeando as fake news para cobrar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) medidas judiciais contra os responsáveis pela criação e pela distribuição dos conteúdos.
Principais informações
- Publicação atribuía a apoiadores de Flávio Bolsonaro o incêndio na Universidade Federal de Pernambuco
- A autora é a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), recém-nomeada estrategista digital da campanha de Lula
- Estudantes da UFPE contestaram a versão de atentado, segundo perfil na rede X
- A mensagem sumiu e o X informou que o perfil não existe
- Maurício Marcon (PL) disse que a campanha de Flávio mapeia fake news para cobrar medidas do TSE

