Pesquisas citadas pela CNN colocam mudança climática fora das prioridades do eleitor nos EUA

Uma pesquisa do jornal The Washington Post apresentada em um programa da emissora norte-americana CNN, em 12 de agosto de 2026, deixou a mudança climática distante das prioridades do eleitorado dos Estados Unidos para as eleições de meio de mandato daquele ano. A economia lidera o ranking, com 54%, seguida pela imigração, com 28%.
A mudança climática aparece na 14ª posição da lista, com 3%. Segundo os números exibidos, 3% dos eleitores ouvidos apontaram o tema como questão essencial para o país. O analista-chefe de dados da CNN, Harry Enten, comentou o levantamento e afirmou: "Os eleitores dizem que a mudança climática NÃO será um problema!"
No mesmo programa, foram apresentados dados de outra pesquisa, do Pew Research Center, que comparou a percepção dos americanos sobre o assunto entre 2016 e 2026. Em 2016, 40% dos entrevistados diziam que a mudança climática era um problema muito grande. Em 2026, o índice ficou em 39%, um ponto percentual abaixo. Desse total, 14% eram eleitores republicanos que classificaram a questão como menos importante.
Uma terceira pergunta, também atribuída ao Pew, tratava da causa do aquecimento. Em 2016, 45% dos entrevistados afirmaram que os seres humanos são responsáveis pelo aquecimento da Terra, em vez de não haver aquecimento ou de o fenômeno ser natural. Em 2026, esse percentual subiu para 48%.
O programa exibiu ainda dados da Kalshi, plataforma de mercado de previsão usada principalmente para apostas esportivas, sobre a chance de 2026 se tornar o ano mais quente do mundo. Em 12 de julho, o índice registrava 24%. Em 12 de agosto, havia subido para 65%.
Os levantamentos citados foram feitos por instituições diferentes, com escopos e amostras distintos. A enquete sobre prioridades não tem o mesmo objetivo das perguntas sobre percepção climática nem da aposta de mercado, o que restringe a comparação direta entre os resultados.
O material recupera ainda uma pesquisa da Organização das Nações Unidas realizada em junho de 2015, logo após a publicação da encíclica Laudato Si, do Vaticano, sobre mudanças climáticas. O levantamento ouviu 7.674.061 pessoas de todos os países, de todas as idades, ambos os sexos e todos os níveis de escolaridade, com voto por sinalização de sim ou não.
Naquele ranking, uma boa educação ficou em primeiro lugar, com 66,6% (5.116.311 escolhas), seguida por melhor atendimento de saúde, com 56,2% (4.315.914). Governos honestos e responsivos apareceu em quarto lugar, com 45,8% (3.518.318).
Acesso à água limpa e saneamento ficou em sétimo lugar, com 30,5% (2.347.550), e energia confiável em casa, em 11º, com 29,6% (2.275.460). A proteção de florestas, rios e oceanos veio em 14º, com 26,0% (1.997.363), e as medidas adotadas em relação às mudanças climáticas ocuparam a última posição, a 16ª, com 20,6% (1.584.062).
Principais informações
- Pesquisa do Washington Post citada pela CNN coloca a economia (54%) e a imigração (28%) como principais prioridades do eleitorado americano
- A mudança climática aparece em 14º lugar no ranking, com 3% das menções
- Pew Research Center registra 39% em 2026 entre os que veem a mudança climática como problema muito grande, ante 40% em 2016
- Pergunta sobre causa humana do aquecimento sobe de 45% (2016) para 48% (2026)
- Enquete da ONU de 2015, com 7,6 milhões de respondentes, deixou as medidas climáticas na 16ª e última posição

