Lula e Rubio ficam próximos na Assembleia-Geral da ONU, mas não se cumprimentam

Lula e Rubio ficam próximos na Assembleia-Geral da ONU, mas não se cumprimentam

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ficaram a poucos metros de distância durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, na terça-feira, 22, mas não se cumprimentaram. O episódio ocorreu depois do discurso do presidente americano, Donald Trump.

Um vídeo divulgado em redes sociais mostra Rubio tentando se aproximar de Lula, que continuou caminhando. Ao final da fala de Trump, o secretário de Estado se aproximou do presidente brasileiro e conversou com o chanceler Mauro Vieira.

Lula tem criticado Rubio publicamente. Em agosto, chamou o americano de "bolsonarista" e "anti-latino-americano". Rubio, por sua vez, criticou no ano passado a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, afirmando que o Judiciário brasileiro cometeu um equívoco. O governo brasileiro reagiu por meio do Itamaraty, segundo o qual comentários desse tipo tentam abalar a soberania nacional.

No discurso que fez na ONU, Lula atacou o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Sem mencionar Trump, condenou o que chamou de tentativa de interferência externa nos assuntos do Brasil e afirmou que o país "não cabe no quintal de ninguém". A fala ocorreu a 12 dias do primeiro turno das eleições no Brasil.

Principais informações

  • Lula e Marco Rubio ficaram próximos durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, na terça-feira, 22, sem se cumprimentarem.
  • Vídeo mostra Rubio se aproximando de Lula, que seguiu caminhando; ao fim da fala de Trump, o americano conversou com Mauro Vieira.
  • Em agosto, Lula chamou Rubio de "bolsonarista" e "anti-latino-americano".
  • Rubio criticou a condenação de Jair Bolsonaro pelo STF, e o Itamaraty reagiu afirmando que comentários assim tentam abalar a soberania nacional.
  • No discurso na ONU, Lula atacou o tarifaço dos EUA a produtos brasileiros e condenou o que chamou de interferência externa.

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