Atleta trans troca time masculino pelo feminino em Washington e gera protestos de pais

Atleta trans troca time masculino pelo feminino em Washington e gera protestos de pais

Uma atleta trans da Camas High School, no Estado de Washington, passou do time masculino para o feminino no meio da temporada de cross-country deste ano, decisão que provocou reação de pais de atletas de escolas adversárias.

No início do ano, a corredora competiu pela equipe masculina e terminou em 76º lugar em uma prova júnior. No mês passado, migrou para o time feminino, pelo qual já conquistou um primeiro lugar em uma competição varsity e um segundo lugar em outra.

A troca é permitida pelas regras da Washington Interscholastic Activities Association (WIAA), que governa o esporte escolar no estado e autoriza estudantes a participar de atividades esportivas de acordo com sua identidade de gênero. A norma está em vigor desde 2007. Em abril deste ano, uma emenda que proibiria atletas trans em times femininos foi rejeitada pela assembleia da WIAA, com 29 votos favoráveis, abaixo dos 60% necessários.

Na prova do último sábado, 11, em Arlington, a atleta terminou em 39º lugar em um campo de 135 corredoras, com o tempo de 18min36s8. Segundo a Fox News, se tivesse disputado a prova masculina, teria ficado em último entre 159 corredores, cerca de 30 segundos atrás do penúltimo colocado.

Pais de atletas de escolas adversárias criticaram a participação. Kent Lake, de Lake Stevens, disse que, embora se considere liberal, não concorda com meninos competindo contra meninas, e comparou a disputa a uma corrida de stock car: "Tem que ser igual, tem que ser justo". A mãe de uma corredora, que pediu anonimato, afirmou que a situação rouba das meninas a oportunidade de competir. Outro pai, também anônimo, disse que atletas trans "ainda estão tirando o lugar de uma menina".

Alguns pais presentes na prova de sábado se recusaram a dar entrevista por medo de represálias. A escola não se pronunciou oficialmente, e a mãe da atleta também não quis se manifestar. Um assistente técnico da equipe de cross-country de Camas abordou o repórter no local e disse que ninguém queria falar com ele.

O caso ganhou atenção nacional após reportagem da Fox News e ocorre em meio a uma batalha judicial. Uma estudante de wrestling de Washington pediu à Suprema Corte dos Estados Unidos que bloqueie as regras estaduais que permitem atletas trans em times femininos. Em junho, a corte decidiu que os estados podem excluir atletas trans de times femininos, decisão que não afetou diretamente Washington, mas abriu precedente para ações semelhantes.

Principais informações

  • Atleta trans da Camas High School migrou do time masculino para o feminino no meio da temporada de cross-country em Washington.
  • No time feminino, conquistou um primeiro e um segundo lugar; na prova de sábado, 11, foi 39ª entre 135 corredoras.
  • A WIAA permite que estudantes compitam conforme sua identidade de gênero desde 2007; emenda contrária foi rejeitada em abril com 29 votos.
  • Pais de escolas adversárias criticam a participação e dizem que as meninas perdem oportunidades de competir.
  • O caso ocorre em meio a uma disputa judicial sobre regras estaduais, após decisão da Suprema Corte dos EUA em junho.

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