Luciano Hang critica MP que zera imposto sobre importados e cobra isonomia

O empresário Luciano Hang, fundador da rede Havan, criticou a Medida Provisória nº 1.357, do governo Lula, que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais estrangeiras. Em vídeo publicado na sexta-feira (28), Hang afirmou que a proposta 'quer destruir o varejo nacional' e cobrou isonomia para as empresas brasileiras.
A MP zera o imposto de importação para remessas de até US$ 50 vindas do exterior. Em 2024, o governo havia criado a 'taxa das blusinhas', de 20%, sobre essas compras, e agora a nova regra altera esse cenário.
No pronunciamento, Hang destacou que a carga tributária sobre empresas instaladas no Brasil chega a 120% sobre a produção, além de burocracia, encargos trabalhistas, regras ambientais e juros altos. Ele disse não se opor à concorrência com produtos importados, mas cobrou igualdade de condições.
'Se o imposto é zero para o estrangeiro, queremos imposto zero para o brasileiro também', afirmou o empresário. Ele pediu ainda que o Congresso Nacional barre a tramitação da MP caso o governo não conceda a mesma desoneração às companhias locais.
Hang alertou que a concessão de privilégios a empresas internacionais pode provocar fechamento de lojas, demissões em massa e maior dependência externa de produtos básicos.
A crítica ocorre em meio ao aperto no mercado interno, com a taxa Selic em patamar elevado, escassez de crédito e queda nas vendas. No setor, a Casas Bahia renegocia dívidas de R$ 1,19 bilhão em recuperação extrajudicial; a Habib's pediu recuperação judicial por débitos de R$ 265 milhões; e a Braskem solicitou recuperação extrajudicial em São Paulo.
Principais informações
- Luciano Hang critica a MP 1.357, que zera o imposto de importação para compras de até US$ 50.
- Empresário afirma que a medida destrói o varejo nacional e cobra isonomia tributária.
- Hang pede que o Congresso barre a proposta se o governo não desonerar as empresas locais.
- Varejo enfrenta crise, com recuperações judiciais de grandes redes como Habib's e Casas Bahia.

