Coordenador de Flávio Bolsonaro critica plano do PT para recomprar títulos públicos

Coordenador de Flávio Bolsonaro critica plano do PT para recomprar títulos públicos

A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de o Tesouro Nacional recomprar títulos públicos, para reduzir os juros de longo prazo, foi criticada nesta terça-feira, 25, pelo ex-ministro Adolfo Sachsida, coordenador da equipe econômica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Sachsida afirmou que a alta dos juros decorre do elevado gasto público promovido pelo PT e que a forma correta de baixar as taxas seria reduzir as despesas. Para ele, a recompra de títulos é uma saída artificial, pois o governo não quer parar de gastar.

Na segunda-feira, 24, o coordenador-geral do programa de governo do PT, José Sergio Gabrielli, defendeu a recompra em entrevista à Folha de S.Paulo, citando medida semelhante adotada recentemente pelos Estados Unidos. O objetivo seria diminuir a volatilidade da curva de juros, referência para decisões do Banco Central.

Sachsida classificou a proposta como medíocre do ponto de vista econômico e afirmou que ela pode aumentar a inflação, o custo de vida, a taxa de juros e o desemprego. Ele também disse que o PT aumenta impostos sobre quem produz.

Gabrielli, por sua vez, argumentou que o crescimento da dívida pública não ocorre por descontrole de gastos, mas pelos encargos com juros. Ele é economista pela Universidade Federal da Bahia, presidiu a Petrobras de 2005 a 2012 e foi secretário de Planejamento da Bahia entre 2012 e 2015.

Sachsida é doutor em economia pela Universidade de Brasília e pós-doutor pela Universidade do Alabama. No governo de Jair Bolsonaro, foi secretário de Política Econômica de 2019 a 2022 e ministro de Minas e Energia a partir de maio de 2022.

Principais informações

  • Sachsida criticou nesta terça-feira, 25, o plano do PT de recomprar títulos públicos.
  • Ele afirma que a alta dos juros é causada pelo gasto público e que a solução é reduzir despesas.
  • Gabrielli defendeu a recompra na segunda-feira, 24, citando exemplo dos EUA.
  • Sachsida diz que a medida pode elevar inflação, juros e desemprego.
  • Gabrielli atribui o crescimento da dívida aos encargos de juros, não ao descontrole de gastos.

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