Grupo Habib’s, controlador de Habib’s, Ragazzo e Tendl, entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões

O Grupo Gennius, dono das marcas Habib's, Ragazzo e Tendl, pediu recuperação judicial na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo na segunda-feira 24. O juiz Jomar Juarez Amorim aceitou o pedido na terça-feira 25, com dívida declarada de R$ 265,2 milhões.
O grupo reúne 180 empresas no polo ativo do processo, entre franqueadoras, holdings, lojas operacionais e os sócios Antonio Alberto Saraiva e Belchior Saraiva Neto. Na petição inicial, a empresa atribui a crise aos impactos da pandemia, à mudança nos hábitos de consumo e ao cenário macroeconômico adverso, incluindo a elevação da taxa de juros.
O magistrado nomeou a KPMG Corporate Finance para administrar o processo e a especialista Osana Maria da Rocha Mendonça ficou responsável pela gestão do caso. Ele também indeferiu o pedido de quebra das travas bancárias, ou seja, a liberação de recebíveis e investimentos cedidos fiduciariamente, seguindo jurisprudência firme do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A decisão concedeu tutela provisória ao grupo, impedindo que credores cancelem contratos apenas pelo pedido de recuperação judicial, e suspendeu todas as ações e execuções contra as empresas, conforme a Lei 11.101/05. Em nota, a assessoria do Grupo Habib's afirmou que as operações seguem normalmente e que o processo de reestruturação financeira busca preservar a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
A administradora judicial KPMG tem 15 dias para informar o juízo sobre a situação das empresas e apresentar parecer sobre o pedido de consolidação substancial. O plano de recuperação judicial deve ser apresentado no prazo improrrogável de 60 dias, sob pena de conversão em falência. Já o prazo para habilitações ou divergências quanto aos créditos listados é de 15 dias, contados da publicação do edital.
Principais informações
- Grupo Gennius, dono de Habib's, Ragazzo e Tendl, pediu recuperação judicial na segunda-feira 24.
- A dívida declarada é de R$ 265,2 milhões.
- O juiz Jomar Juarez Amorim aceitou o pedido e nomeou a KPMG como administradora judicial.
- A decisão suspende ações e execuções contra as empresas e impede cancelamento de contratos pelos credores.
- O plano de recuperação judicial deve ser apresentado em até 60 dias.

