Petróleo volta a US$ 100 após Trump ameaçar ‘aniquilar’ o Irã em discurso na ONU

Petróleo volta a US$ 100 após Trump ameaçar 'aniquilar' o Irã em discurso na ONU

Os preços internacionais do petróleo subiram nesta quarta-feira, 23, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã. Por volta das 9h20 no horário de Brasília, o contrato futuro para novembro do barril do tipo Brent, referência internacional, avançava 1%, a US$ 100,24, retomando o patamar de US$ 100 e revertendo a queda dos dias anteriores.

No mesmo horário, o contrato futuro para novembro do petróleo WTI, referência para o mercado norte-americano, tinha leve alta de 0,07%, cotado a US$ 90,59.

Na terça-feira, 22, em discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, Trump afirmou que o Irã pode ser "aniquilado" caso não chegue a um acordo com os Estados Unidos. O republicano disse que um entendimento deve ser buscado logo depois das eleições legislativas norte-americanas.

Trump voltou a acusar Teerã de tentar desenvolver uma arma nuclear, de patrocinar o terrorismo internacional e de representar uma ameaça global. Segundo ele, o acordo com o Irã permitiria ao país se reconstruir, ou a República Islâmica seria destruída "rapidamente".

A sinalização do presidente norte-americano reacendeu nos mercados a preocupação com o conflito no Oriente Médio, que já dura sete meses, e com eventuais interrupções nos fluxos de energia pelo Estreito de Ormuz. O canal marítimo, situado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, é considerado o principal gargalo energético do mundo, por onde passa cerca de 20% a 30% do petróleo global, além de boa parte do gás natural liquefeito.

No discurso, Trump também afirmou que os Estados Unidos estão "mais fortes do que nunca" e citou a economia, o poder militar e a liderança tecnológica do país como exemplos de progresso. Ele foi o segundo chefe de Estado a falar na Assembleia-Geral.

Trump discursou logo depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou as tarifas comerciais impostas pela Casa Branca e condenou interferências de outros países em assuntos internos. O norte-americano não mencionou o Brasil nem as declarações do brasileiro.

A fala de Trump ocorreu em um momento de desgaste de sua popularidade. Levantamento do Ipsos divulgado às vésperas do discurso na ONU mostrou que o presidente chegou ao menor índice de aprovação de seu atual mandato, com 32%.

Principais informações

  • O Brent para novembro subiu 1%, a US$ 100,24, e o WTI avançou 0,07%, a US$ 90,59, por volta das 9h20 de Brasília.
  • Trump disse na ONU que o Irã pode ser "aniquilado" se não fechar acordo com os Estados Unidos.
  • O conflito no Oriente Médio já dura sete meses e levanta temores sobre o Estreito de Ormuz, que concentra 20% a 30% do petróleo mundial.
  • Trump afirmou que os EUA estão "mais fortes do que nunca" e ignorou o discurso de Lula, que criticou tarifas comerciais.
  • Pesquisa Ipsos apontou 32% de aprovação a Trump, o menor índice de seu atual mandato.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *