Governo prorroga Desenrola 2.0 até 31 de agosto para renegociação de dívidas bancárias

O governo federal prorrogou o prazo do programa Desenrola Brasil 2.0, permitindo que consumidores tenham até 31 de agosto para renegociar dívidas bancárias e regularizar sua situação financeira. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada pelo Ministério da Fazenda e amplia o período de adesão ao programa, inicialmente previsto para terminar no início de agosto.
Segundo o Ministério da Fazenda, a prorrogação tem como objetivo dar mais tempo para que pessoas que ainda estão em processo de negociação com as instituições financeiras consigam concluir os acordos e recuperar o acesso ao crédito. As regras do programa permanecem inalteradas.
Regras permanecem as mesmas
De acordo com a portaria, a extensão do prazo vale exclusivamente para instituições financeiras que, até o dia 30 de julho, tenham realizado pelo menos mil operações de crédito garantidas pelo Fundo de Garantia de Operações (FGO). O governo informou que a prorrogação não exigirá novos aportes públicos ao fundo, já que os recursos disponíveis são considerados suficientes para atender à demanda prevista.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida permitirá que mais consumidores regularizem suas pendências financeiras sem alterar as condições já oferecidas pelo programa.
Programa busca ampliar acesso ao crédito
Além de facilitar a renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0 também pretende ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que dependem de financiamento para exercer suas atividades profissionais.
Segundo o Ministério da Fazenda, a prorrogação beneficia especialmente motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem contratar financiamentos, inclusive para renovação de veículos por meio do Programa Move Brasil.
Prazo final
Com a decisão, consumidores interessados em renegociar débitos bancários terão até 31 de agosto para procurar as instituições financeiras participantes e formalizar os acordos dentro das condições estabelecidas pelo programa. O governo reforça que não houve alterações nas regras de adesão nem nas condições de renegociação oferecidas aos participantes

