Zema critica julgamentos do 8 de Janeiro, defende anistia e propõe modelo de segurança de El Salvador

Zema critica julgamentos do 8 de Janeiro, defende anistia e propõe modelo de segurança de El Salvador

Em entrevista à TV Globo na segunda-feira, 24, o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, disse que as condenações pelos atos de 8 de janeiro de 2023 tiveram caráter político e defendeu anistia aos presos.

Zema rejeitou a tese de tentativa de golpe de Estado e afirmou que os episódios foram vandalismo e depredação do patrimônio público, condutas que, segundo ele, devem ser punidas. O ex-governador de Minas Gerais, no entanto, questionou condenações que tenham ido além desses crimes. "Comete crime quem leva o crime adiante", declarou.

O candidato disse que, se eleito, concederá anistia ou buscará novo julgamento por um tribunal judicial, não político. Ele afirmou que houve perseguição e que "tribunais estão fazendo mais política do que justiça".

Na segurança pública, Zema propôs adaptar o modelo de El Salvador, do presidente Nayib Bukele, que ele conheceu em visita ao país em 2025, destacando a redução de homicídios. Ele também defendeu enquadrar facções como organizações terroristas e comparou o controle de territórios pelo crime a perda de soberania: um terço do Brasil estaria nas mãos desses grupos.

Na economia, defendeu a privatização de estatais federais como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que estariam subavaliadas na gestão atual. Sobre o salário mínimo, garantiu reposição integral da inflação, mas condicionou o ganho real ao equilíbrio das contas públicas.

Sobre a Previdência, Zema sinalizou que mudanças podem ocorrer no futuro por causa do aumento da expectativa de vida, mas sem alterar de imediato a idade mínima de aposentadoria. Para ele, a prioridade é ampliar a formalização do trabalho, essencial à sustentabilidade do sistema.

Principais informações

  • Zema afirmou que os julgamentos do 8 de janeiro foram políticos e defendeu anistia aos condenados.
  • Ele rejeitou a tese de golpe de Estado, classificando os atos como vandalismo e depredação de patrimônio público.
  • O candidato propôs basear a segurança no modelo de El Salvador e enquadrar facções como organizações terroristas.
  • Em economia, defendeu privatização de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
  • Zema garantiu reposição integral da inflação no salário mínimo, mas condicionou ganho real às contas públicas.

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