Metrô adia licitação de projetos de expansão do monotrilho de Congonhas

O Metrô de São Paulo transferiu para 19 de setembro a divulgação do resultado da licitação dos estudos e projetos técnicos para a expansão da Linha 17-Ouro, monotrilho que liga o sistema metroviário ao Aeroporto de Congonhas. O anúncio estava previsto para esta quinta-feira, dia 20.
O contrato inclui adaptação do projeto básico e elaboração do projeto executivo de quatro novas estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano e Vila Paulista. A previsão é iniciar as obras em 2029 e entregá-las em 2032. Esta etapa não envolve a contratação das obras, apenas os estudos técnicos.
Quatro consórcios apresentaram propostas: Projetista Linha 17-Monotrilho (R$ 48,98 milhões), Hidroconsult-Agência E-Bonin (R$ 63,58 milhões), Egis-Sener-Setec-EGT (R$ 71,3 milhões) e IMNP 17 (R$ 91,36 milhões). Outras três propostas foram desclassificadas por falta de documentos.
O projeto original previa 18 estações entre o Estádio do Morumbi e o Terminal Rodoviário do Jabaquara, mas mudanças, atrasos e problemas contratuais reduziram a obra a oito paradas. O trecho entre Congonhas e a Estação Morumbi foi inaugurado parcialmente em março, com operação plena esperada para outubro.
O governo estadual pretende concluir o itinerário completo até 2034, dividindo a expansão em duas fases: a atual, com as quatro estações da licitação, e uma terceira, com mais seis paradas. O Metrô planeja iniciar as obras em 2029, concluir as quatro estações em 2032 e entregar a terceira fase até 2034.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou que pretende rever o contrato com a concessionária Motiva, responsável pela operação da linha após os testes. Segundo ele, o monotrilho deve ser deficitário, com despesas de operação superiores à receita das passagens, que custam R$ 5,40. Retirar a Linha 17 do contrato permitiria à Motiva usar a sobra para aprimorar outras linhas concedidas, mas depende do interesse da empresa. A Motiva informou que acompanha as manifestações do governo.
Anunciada em 2010 como obra para a Copa do Mundo de 2014, a Linha 17 perdeu financiamento federal após a transferência dos jogos do Morumbi para Itaquera. Em 2014, a Lava Jato investigou as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, responsáveis pela execução. Em 2016, o Metrô rescindiu o contrato e paralisou a obra, retomada em 2020 com sucessivas trocas de empresas e novas interrupções. O custo inicial em 2010 era de R$ 2,9 bilhões; a primeira etapa custou R$ 5,97 bilhões, incluindo estruturas e despesas de contratos paralisados.
Principais informações
- Resultado da licitação dos projetos da Linha 17-Ouro foi adiado para 19 de setembro.
- Contrato prevê quatro novas estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano e Vila Paulista.
- Quatro consórcios apresentaram propostas entre R$ 48,98 milhões e R$ 91,36 milhões.
- Metrô estima iniciar obras das estações em 2029 e entregar em 2032.
- Tarcísio de Freitas quer rever contrato com a concessionária Motiva por previsão de déficit.

