Vorcaro nega corrupção no Banco Central em depoimento à PF

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou nesta sexta-feira, 28, à Polícia Federal envolvimento em esquema de corrupção que teria contado com a participação de servidores do Banco Central. O depoimento foi feito por videoconferência, na carceragem da Papudinha, em Brasília, e durou entre quatro e quatro horas e meia, conforme relatos.
Iniciado às 10h30, o interrogatório terminou perto das 14h20. A oitiva estava marcada para quinta-feira, 27, mas foi adiada por problemas de conexão. Desde a prisão preventiva, em março, esta foi a primeira vez que Vorcaro prestou depoimento. Também foi a primeira após a PF e a Procuradoria-Geral da República rejeitarem duas propostas de delação.
A investigação envolve dois ex-servidores do BC: Belline Santana, ex-chefe da Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização. Eles são suspeitos de terem repassado a Vorcaro informações privilegiadas, documentos e orientações em troca de vantagens financeiras.
De acordo com a defesa, Vorcaro respondeu a todas as perguntas de forma clara e consistente e sustentou que não houve pagamento de vantagens indevidas aos servidores. Os investigados também negam ter agido para favorecer o Banco Master. Mesmo com as duas propostas de delação rejeitadas, Vorcaro voltou a sinalizar interesse em colaborar com as autoridades. A defesa disse que ele está aberto a prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados, desde que haja garantia de colaboração.
Principais informações
- Vorcaro negou participação em esquema de corrupção com servidores do BC.
- Depoimento ocorreu por videoconferência na carceragem da Papudinha, em Brasília, e durou cerca de quatro horas.
- Investigação apura suposto repasse de informações privilegiadas por Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza.
- Defesa diz que Vorcaro respondeu de forma clara e consistente e nega vantagens indevidas.
- Vorcaro reafirmou disposição de colaborar com as autoridades.

