Caiado critica Lula e Flávio e quer tratar facções criminosas como terrorismo

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) participou de sabatina do SBT e do SBT News na quinta-feira (20) com críticas ao presidente Lula e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de propostas para segurança, economia e outros temas.
Sobre corrupção, Caiado questionou a postura de Lula diante das suspeitas que envolvem seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e citou Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete da Presidência apelidado de Marcola. Ele também criticou a fala de Lula sobre pedir dinheiro emprestado a amigos. "Governar não é ir para o cercadinho agredir ninguém, não é ficar respaldando o filho porque está envolvido em corrupção", disse. "Hoje, a máquina do governo federal toda é para cuidar do Lulinha."
Na sucessão presidencial, Caiado afirmou que cargos públicos não devem ser repassados como herança familiar. "Uma eleição não é uma transferência familiar", afirmou. Ele disse que uma trajetória se constrói por mérito, trabalho e exemplo de vida e que está mais preparado para governar do que Jair Bolsonaro, com respeito ao ex-presidente.
Em segurança pública, o candidato propôs a criação de uma classificação legal para facções criminosas como organizações de terrorismo doméstico, para permitir ações mais duras do governo federal em áreas dominadas por PCC, Comando Vermelho e milícias. Ele também defendeu ampliar as prerrogativas dos governadores para legislar sobre crimes, sem retirar atribuições das gestões estaduais, e prometeu apoio com inteligência, Coaf e Receita Federal.
Caiado se disse contrário a uma eventual intervenção dos Estados Unidos no combate a facções brasileiras. "É inadmissível. Não é americano que vai vir aqui para resolver o problema do narcotráfico", afirmou, acrescentando que a solução cabe ao presidente da República.
Na área de ciência, tecnologia e comércio exterior, Caiado defendeu mais parcerias internacionais e o abandono do que chamou de mentalidade colonial. Ele criticou Lula pela condução das negociações internacionais e pediu investimento no processamento interno de minerais estratégicos, citando extensão territorial, clima tropical, reservas de água doce e riqueza mineral como vantagens do país.
O ex-governador também destacou seu histórico de defesa do agronegócio antes da popularização dos termos "agro" e "agro tech". "Eu a defendi quando ela era exatamente combatida por todos. Agora, todo mundo quer ser defensor", disse.
Sobre a jornada de trabalho, Caiado apoiou a mudança da escala 6×1 para o modelo 5×2, com dois dias de descanso semanal. "Sim, sou a favor. O Brasil precisa respeitar quem gera emprego e o empregado. Aceito, sim, a redução para 5×2", afirmou. Ele ponderou que a adoção depende de debates sobre jornada, produtividade e custos para empresas.
Principais informações
- Caiado criticou Lula por suspeitas envolvendo Lulinha e Marco Aurélio Santana, o Marcola.
- Proposta inclui classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como terrorismo doméstico.
- Caiado afirmou que cargos públicos não devem ser herança familiar e que está mais preparado que Bolsonaro.
- Ele se mostrou favorável à redução da jornada 6×1 para 5×2.
- O candidato rejeitou intervenção dos EUA no combate ao narcotráfico no Brasil.

