Venezuela critica Uruguai e chama país de ‘província argentina’ após fala de chanceler

O governo da Venezuela criticou o Uruguai depois que o chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, descartou a retomada das relações diplomáticas entre os dois países enquanto Delcy Rodríguez permanecer no poder. A reação mais direta veio do vice-ministro venezuelano de Políticas Antibloqueio, William Castillo Bollé, que chamou o país vizinho de "província argentina" e classificou o governo de Yamandú Orsi como "woke".
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Lubetkin afirmou que o governo do Uruguai considera Delcy Rodríguez tão ilegítima quanto Nicolás Maduro, apontado como ditador e capturado por forças norte-americanas em janeiro.
Em publicação no X, Castillo Bollé questionou quem seria o governo "woke" da "província argentina que é o Uruguai" para questionar o Estado venezuelano. Ele também acusou Montevidéu de praticar "intervencionismo" e recomendou que o país se dedique a resolver os próprios problemas.
O ministro das Relações Exteriores e Comércio Internacional da Venezuela, Félix Plasencia, também se manifestou na rede social. Ele acusou o chanceler uruguaio de interferir nos assuntos internos do país e de desrespeitar sua soberania, e classificou a posição de Montevidéu como "ingerência inadmissível". Segundo Plasencia, cabe aos venezuelanos definir o futuro político do país, com base na Constituição.
Plasencia disse ainda que a Venezuela rejeita "visões vetustas e arrogantes" que, segundo ele, desrespeitam a soberania e a autodeterminação dos povos e não têm relação com o processo de transformação conduzido no país por meio do diálogo político.
Principais informações
- Lubetkin descartou a retomada das relações diplomáticas com a Venezuela enquanto Delcy Rodríguez permanecer no poder
- William Castillo Bollé chamou o Uruguai de "província argentina" e o governo de Yamandú Orsi de "woke"
- Castillo acusou Montevidéu de "intervencionismo" e disse que o país deve resolver os próprios problemas
- Félix Plasencia classificou as declarações uruguaias como "ingerência inadmissível"
- Segundo o chanceler venezuelano, os venezuelanos devem decidir o futuro do país com base na Constituição

