Trump afirma que EUA e Cuba vão fechar acordo e afasta intervenção militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado, 26, que acredita que Washington e Havana chegarão a um acordo e afirmou que, no momento, não vê necessidade de empregar as Forças Armadas em Cuba. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, antes de o presidente embarcar para o Tennessee.
Segundo Trump, o objetivo é auxiliar o país caribenho e abri-lo ao povo americano. A manifestação ocorre após meses de tensão entre as duas nações.
Desde o início do ano, os Estados Unidos mantêm um bloqueio ao petróleo com destino a Cuba, medida que agravou a escassez de combustível e os apagões enfrentados pela população da ilha.
A pressão de Washington sobre Havana aumentou depois da operação militar que capturou o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, em janeiro. Desde então, Trump tem feito declarações sobre a necessidade de uma mudança de regime em Cuba.
Na última terça-feira, 22, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano classificou Cuba como um Estado falido e afirmou que a liberdade chegará à ilha caribenha. A fala provocou a saída da delegação cubana do plenário.
No dia seguinte, quarta-feira, 23, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu que Cuba promova mudanças políticas e econômicas para atrair investimentos estrangeiros. Segundo ele, o governo cubano tem uma oportunidade de mudar o rumo do país e os Estados Unidos estão dispostos a ajudar, caso haja abertura para isso.
Também neste sábado, o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu durante a Assembleia Geral da ONU. Sem citar Trump diretamente, ele destacou que Havana estará sempre aberta ao diálogo com os Estados Unidos e criticou o embargo comercial imposto por Washington há mais de 60 anos.
Rodríguez afirmou ainda que Cuba está aberta a relações comerciais e empresariais com empresas americanas, assim como com companhias de qualquer outro país.
Principais informações
- Trump disse que EUA e Cuba chegarão a um acordo e afastou o uso das Forças Armadas no momento
- Desde o início do ano, Washington mantém bloqueio ao petróleo destinado a Cuba
- A pressão sobre Havana cresceu após a operação que capturou Nicolás Maduro, em janeiro
- Na ONU, Trump chamou Cuba de Estado falido e afirmou que a liberdade chegará à ilha
- O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse que Havana está sempre aberta ao diálogo e criticou o embargo de mais de 60 anos

