Toffoli vota por rejeitar candidatura de Dr. Furlan no Amapá; Mendonça pede vista

O julgamento sobre a elegibilidade de Dr. Antônio Furlan (PSD) ao governo do Amapá foi interrompido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que o ministro André Mendonça pediu vista. Antes da paralisação, o ministro Dias Toffoli votou pela rejeição da candidatura do ex-prefeito de Macapá, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o pleito estadual com ampla vantagem.
Furlan faz parte de grupo político adversário ao do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A disputa pelo governo amapaense passou a ter desdobramentos judiciais após questionamentos sobre a renúncia dele à prefeitura de Macapá, feita durante investigação sobre supostos desvios de emendas destinadas ao Hospital Geral Municipal da capital.
Para Toffoli, a renúncia representou tentativa de fraudar a Lei da Ficha Limpa e burlar a legislação eleitoral. Ele observou que Furlan oficializou a saída do cargo um dia após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar seu afastamento por 60 dias por causa das suspeitas de desvios.
O ministro do TSE afirmou que não há dúvida de que o candidato renunciou para fraudar a lei e evitar um processo que poderia resultar na perda do mandato de prefeito. Segundo Toffoli, o ato tinha aparência de legalidade, mas era dissimulado.
Toffoli acrescentou que, embora Furlan tivesse intenção notória de disputar o pleito de outubro e estivesse dentro do prazo de desincompatibilização, havia também a tentativa de contornar uma possível inelegibilidade. O ministro destacou que a renúncia ocorreu em momento de grave repercussão institucional para a continuidade do mandato.
Com a saída do cargo, conforme Toffoli, Furlan impediu que as suspeitas fossem analisadas politicamente pela Câmara Municipal de Macapá, instância que teria competência para eventualmente cassar o mandato do então prefeito.
Após o anúncio do pedido de vista de Mendonça, o ministro Floriano de Azevedo Marques pediu publicamente que o processo volte rapidamente à pauta. Ele lembrou que o pleito de 2026 ocorre em dez dias e que a indefinição sobre a candidatura pode gerar incerteza entre os eleitores do Amapá.
Principais informações
- Toffoli votou pela rejeição da candidatura de Dr. Antônio Furlan ao governo do Amapá.
- André Mendonça pediu vista e interrompeu o julgamento no TSE.
- Toffoli afirmou que a renúncia à prefeitura de Macapá buscou fraudar a lei e evitar possível inelegibilidade.
- Furlan renunciou um dia após Flávio Dino determinar seu afastamento por 60 dias.
- Floriano de Azevedo Marques pediu celeridade, citando o pleito em dez dias e incerteza entre eleitores.

