PF retira de chefias delegados que comandavam investigações sobre o Banco Master

PF retira de chefias delegados que comandavam investigações sobre o Banco Master

A Polícia Federal vai tirar dos cargos de chefia os dois delegados que comandavam a área responsável pelas investigações sobre o Banco Master. Daniel Mostardeiro Cola chefiava a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro, e Wedson Cajé Lopes ocupava o segundo posto na hierarquia do setor. Ambos foram avisados na noite de sexta-feira, 6, e repassaram a decisão a colegas.

Os atos de exoneração ainda não haviam sido publicados no Diário Oficial da União. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deverá indicar os substitutos. Segundo relatos publicados pelo UOL, os dois delegados também devem ser afastados das apurações sobre o banco.

A mudança ocorre depois de uma reestruturação da área responsável pelos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal.

Cola e Cajé participaram da elaboração de relatórios que identificaram mais de 300 interações entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. A troca de mensagens está compilada no site MasterWhats, e o material foi enviado ao STF por determinação do então relator do caso, André Mendonça. Entre as mensagens havia pedidos de auxílio feitos pelo empresário ao ministro.

Moraes negou ter atuado para favorecer o banco. O ministro classificou como “ilegal” a ordem de Mendonça para produzir o relatório e pediu que o colega fosse investigado por abuso de poder.

Os dois delegados também preparavam um relatório solicitado pelo presidente do STF, Edson Fachin. O texto deveria identificar os ministros mencionados nas provas reunidas pela investigação, especialmente nos dados extraídos do celular de Vorcaro, descrever os fatos e subsidiar a avaliação sobre um possível julgamento do caso pelo plenário da Corte. A PF deveria entregar o material na primeira semana de novembro, mas o relatório ainda não havia sido encaminhado à Presidência do STF.

A saída dos delegados foi comunicada dias depois do vazamento de documentos da investigação.

Principais informações

  • Daniel Cola e Wedson Cajé deixam a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.
  • Os dois foram comunicados na noite de sexta-feira, 6, e os atos de exoneração ainda não estavam no Diário Oficial da União.
  • Segundo o UOL, os delegados também devem ser afastados das apurações sobre o banco.
  • Eles participaram de relatórios que apontaram mais de 300 interações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
  • Cola e Cajé preparavam relatório pedido por Edson Fachin, ainda não encaminhado à Presidência do STF.

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