Paredes do Mackenzie são pichadas com mensagens de apoio a Lula

As paredes da Universidade Presbiteriana Mackenzie foram pichadas com mensagens de apoio à campanha de Lula, entre elas “vote 13” e “ditadura nunca mais”. Um vídeo registrou as inscrições, feitas com tinta.
Depois, circularam imagens de trabalhadores da instituição limpando as paredes.
No início de outubro, a reitoria do Mackenzie havia proibido manifestações políticas dentro da faculdade. Apesar disso, estudantes organizaram atos na rua Maria Antônia, em frente à instituição.
Em 8 de outubro, alunos fizeram uma manifestação em defesa da reeleição do presidente. No dia 14 de outubro, apoiadores de Flávio Bolsonaro protestaram no mesmo local.
A rua Maria Antônia já foi cenário de confrontos políticos durante o regime militar, incluindo a Batalha da Maria Antônia. Na época, o campus da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP também funcionava na rua.
Estudantes da USP faziam um pedágio para arrecadar fundos para o 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Alunos do Mackenzie alinhados à direita reagiram lançando ovos podres e objetos contra os militantes do movimento estudantil. Membros do Comando de Caça aos Comunistas participaram do ato.
O movimento estudantil montou barricadas com entulhos. Houve lançamento de pedras e coquetéis molotov, além de disparos de tiros. O estudante secundarista José Carlos Guimarães morreu.
Os conflitos terminaram com intervenção policial e incêndio do prédio da USP.
Principais informações
- Paredes do Mackenzie receberam pichações com “vote 13” e “ditadura nunca mais”.
- Funcionários da universidade fizeram a limpeza do local.
- A reitoria havia proibido manifestações políticas dentro da faculdade no início de outubro.
- Estudantes fizeram ato pró-reeleição em 8 de outubro; apoiadores de Flávio Bolsonaro protestaram em 14 de outubro.
- A rua Maria Antônia já foi palco da Batalha da Maria Antônia durante o regime militar.

