Luchsinger diz à CNN que amizade entre Lulinha e presidente da Mota-Engil levou a contrato de túnel

Luchsinger diz à CNN que amizade entre Lulinha e presidente da Mota-Engil levou a contrato de túnel

A lobista Roberta Luchsinger afirmou, em entrevista à CNN na noite do sábado 17 de outubro, que o presidente da Mota-Engil no Brasil, Amauri Rodrigues Pinha, é amigo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e que os dois se reuniam com frequência. Segundo ela, foi essa proximidade que levou a empreiteira portuguesa a fechar o contrato de construção do túnel Santos–Guarujá, no estado de São Paulo.

De acordo com a lobista, Pinha e Lulinha foram vizinhos no período em que o filho do presidente morava no Brasil. Os encontros para tratar de negócios, ainda segundo ela, aconteciam com frequência, inclusive em sua própria casa, a portas fechadas. Luchsinger questionou por que as conversas não ocorriam na frente de outras pessoas e disse que o assunto não era "cafezinho", mas dinheiro público, gasto público e relações com ministros, com o filho e com o pai.

A obra do túnel faz parte do Novo PAC. A União aportou R$ 2,6 bilhões na construção, e o governo do estado de São Paulo financiou outra parte, com R$ 2,7 bilhões. O investimento total é estimado em R$ 6,8 bilhões, no modelo de parceria público-privada.

Na entrevista, Luchsinger declarou que pretende fazer uma delação premiada e que tem detalhes a acrescentar que não estão nas mensagens de WhatsApp. A empresária, que se apresentava como sócia do filho do presidente Lula, afirmou estar sofrendo ameaças e responsabilizou o presidente por qualquer ocorrência contra ela ou suas filhas: "Quero deixar mais uma vez claro, se algo acontecer comigo ou com as minhas filhas, a culpa é do Lula".

Principais informações

  • Luchsinger disse à CNN que Amauri Rodrigues Pinha, presidente da Mota-Engil no Brasil, é amigo de Lulinha.
  • Segundo ela, os dois foram vizinhos e se reuniam com frequência, inclusive na casa dela, a portas fechadas.
  • A lobista relaciona essa proximidade ao contrato da empreiteira para o túnel Santos–Guarujá, obra do Novo PAC.
  • A União aportou R$ 2,6 bilhões e o estado de São Paulo, R$ 2,7 bilhões; o total é estimado em R$ 6,8 bilhões.
  • Ela afirmou que pretende fazer delação premiada e que está sofrendo ameaças.

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