Grupo Casas Bahia tenta reaver R$ 1,19 bilhão na recuperação judicial

Grupo Casas Bahia tenta reaver R$ 1,19 bilhão na recuperação judicial

O Grupo Casas Bahia tenta reaver R$ 1,19 bilhão em recursos retidos durante o processo de recuperação judicial. O valor consta em petições públicas apresentadas pela varejista e está dividido em três frentes de disputa.

A primeira frente envolve o Banco do Brasil, que debitou R$ 422 milhões da conta da empresa depois de pagar fianças bancárias acionadas por Apple e Mapfre. A Casas Bahia contesta a medida e pede a devolução, afirmando que o banco não poderia receber antes dos demais credores. O banco não comentou.

Na segunda frente, as credenciadoras Cielo, Getnet e Rede retiveram mais de R$ 18 milhões em recebíveis como proteção preventiva contra chargebacks, que são cancelamentos de compras. Advogados ouvidos no processo reconhecem que os contratos preveem descontos em compras canceladas, mas questionam a retenção antecipada devido à recuperação judicial.

A terceira frente é a mais sensível: mais de R$ 750 milhões em depósitos trabalhistas seguem sob controle da Justiça e servem como garantia. A transferência para o juízo da recuperação judicial não libera automaticamente os valores para a empresa. Sindicatos dos comerciários de São Paulo e de Osasco pedem a análise individual de cada processo para impedir a liberação.

A Casas Bahia também pediu a antecipação do stay period, mecanismo que garante 180 dias de proteção contra execuções e bloqueios de bens. A Justiça ainda não autorizou a movimentação dos depósitos.

A empresa informou ainda o bloqueio de contas no BTG Pactual, sem divulgar os valores. O montante disputado de R$ 1,19 bilhão é distinto das dívidas de R$ 17,3 bilhões anunciadas em 16 de agosto para renegociação com credores. Procurada, a Casas Bahia não respondeu aos pedidos de comentário.

Principais informações

  • Casas Bahia disputa R$ 1,19 bilhão em recuperação judicial.
  • Banco do Brasil debitou R$ 422 milhões após acionamento de garantias por Apple e Mapfre.
  • Cielo, Getnet e Rede retiveram R$ 18 milhões em recebíveis por chargebacks.
  • Depósitos trabalhistas somam R$ 750 milhões e estão sob controle da Justiça.
  • Empresa pede antecipação do stay period de 180 dias.

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