Gilmar Mendes: senador que prometer impeachment de ministro do STF enfrentará enormes dificuldades
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira (19) que candidatos ao Senado que prometem o impeachment de ministros da corte enfrentarão obstáculos enormes para cumprir o compromisso caso vençam as eleições. Ele classificou a promessa como um equívoco com apelo eleitoral, amparado em pesquisas.
Segundo Mendes, há uma distância grande entre a retórica de campanha e a ação concreta, e quem chegar ao Senado com essa bandeira terá imensas dificuldades de implementá-la. Indagado se o discurso bolsonarista de postulantes ao Senado representava ameaça pessoal, o ministro disse que não se preocupa com o tema e que não se impressiona com promessas de campanha.
O decano também defendeu o sistema eletrônico de votação brasileiro, usado há mais de duas décadas. Ele citou a agilidade da apuração, com as sessões encerradas às 17h e os resultados divulgados às 19h, como prova da credibilidade do processo, e afirmou que o país tem uma democracia sólida.
Sobre a possibilidade de sanções internacionais contra integrantes do STF, Gilmar Mendes disse que o Brasil tem instituições fortes e sabe responder adequadamente. Ele mencionou ainda o tarifaço e afirmou que o país começa a reagir com medidas de reciprocidade.
A respeito dos pagamentos retroativos e dos penduricalhos no Judiciário, o ministro avaliou que os problemas estão sendo resolvidos. Segundo ele, desde o ano passado a corte passou a se posicionar sobre o tema e chegou a um bom termo.
Principais informações
- Gilmar Mendes afirmou que promessas de impeachment de ministros do STF têm apelo eleitoral, mas são de difícil implementação.
- O decano disse não ver ameaça pessoal no discurso bolsonarista de candidatos ao Senado e o chamou de promessa de campanha.
- Ele defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e citou a rapidez da apuração.
- Sobre eventuais sanções internacionais, Mendes mencionou instituições fortes e medidas de reciprocidade diante do tarifaço.
- Ele avaliou que o Judiciário está no bom caminho para resolver pagamentos retroativos e penduricalhos.

