g1 reconhece erro em reportagem sobre Daniella Marques e o Bolsa Família

g1 reconhece erro em reportagem sobre Daniella Marques e o Bolsa Família

O portal g1, do Grupo Globo, reconheceu nesta segunda-feira, 19, que errou ao noticiar que beneficiários do Bolsa Família seriam desligados após 24 meses, mesmo sem emprego, em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) a partir de janeiro de 2027. A reportagem foi publicada às 10h48 e corrigida às 15h23.

A coordenadora econômica da campanha de Flávio e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, havia descrito outra regra. Segundo ela, o beneficiário terá dois anos de transição para abrir um negócio ou aceitar emprego com carteira assinada. Se a iniciativa não der certo, o retorno ao Bolsa Família será automático, e o pagamento continuará durante a transição.

Daniella é cotada para comandar o Ministério da Fazenda caso Flávio seja eleito. O plano prevê a criação do Ministério da Prosperidade, que ajudaria a população a deixar o Bolsa Família de forma gradual, com crédito para novos negócios, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas para cursos livres.

Hoje, a regra de transição do Bolsa Família permite a permanência temporária de famílias que tiveram aumento de renda. A família não é excluída de imediato mesmo que a renda ultrapasse R$ 218 por pessoa e pode continuar recebendo 50% do benefício por até 18 meses. A regra de proteção alcança famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 706.

O Bolsa Família exige, para acesso, renda mensal de até R$ 218 por pessoa e Cadastro Único atualizado. Em agosto deste ano, o benefício foi pago a cerca de 19,3 milhões de famílias. Além do piso de R$ 600, há adicionais de R$ 150 por criança de até 6 anos e R$ 50 por gestante, jovem de 7 a 18 anos incompletos e bebê de até 6 meses.

Em setembro, a 17 dias do primeiro turno, o governo Lula anunciou reajuste de 15% nos benefícios. O piso passou de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio, de R$ 675 para R$ 777. O Ministério do Planejamento estima impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. O Planalto afirma que o aumento recompõe a inflação de janeiro de 2023 a agosto de 2026.

Em agosto, o governo havia enviado ao Congresso a proposta orçamentária para 2027 sem reajuste. Nesta segunda-feira, informou que os pagamentos de outubro, primeiro mês com o aumento, terão calendário unificado a partir da próxima quarta-feira, 21. O calendário foi antecipado, e todos receberão os valores reajustados. Pelo cronograma original, os repasses iriam até 30 de outubro, depois da eleição. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), contra 45,16% de Lula (53,8 milhões).

Principais informações

  • g1 corrigiu reportagem que previa corte no Bolsa Família após 24 meses em governo Flávio Bolsonaro.
  • Daniella Marques defende transição de dois anos e retorno automático ao programa se o negócio ou emprego não der certo.
  • Plano prevê Ministério da Prosperidade para crédito e capacitação profissional.
  • Hoje, a regra de proteção permite receber 50% do benefício por até 18 meses.
  • Governo Lula reajustou benefícios em 15% e unificou os pagamentos de outubro.

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