Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula sobre sigilos e condiciona abertura a dados de Marcola e da família do president

Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula sobre sigilos e condiciona abertura a dados de Marcola e da família do president

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aceitou nesta quarta-feira, 21, o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de abrir seus sigilos bancário e telefônico. A declaração ocorreu em ato de campanha em Guarulhos (SP), apontado como o último evento do senador no Estado de São Paulo antes do segundo turno, marcado para domingo, 25.

Flávio disse que pretende levar a iniciativa até o fim, mas condicionou a divulgação dos próprios dados à abertura de registros por Marcola, por familiares do presidente e por entidades ligadas a Lula, como o Instituto Lula. Ele também cobrou que Marcola divulgasse seus registros telefônicos.

No discurso, o senador afirmou que Lula não usa celular e que Marcola recebe as ligações destinadas ao presidente. Disse ainda que seu patrimônio está regularizado perante a Justiça Eleitoral e a Receita Federal e que foi construído com trabalho desde os 18 anos.

Flávio voltou a citar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e questionou a evolução dos negócios do filho do presidente. Segundo o senador, Lulinha começou como vigia de zoológico e depois se tornou sócio de uma empresa com contratos de R$ 132 milhões com o governo federal.

Ele também pediu esclarecimentos sobre supostas estruturas financeiras no exterior ligadas a Lulinha e questionou se Lula abriria informações protegidas por sigilo sobre o cartão corporativo e as visitas ao Palácio da Alvorada. O senador mencionou a primeira-dama Janja ao cobrar a divulgação de registros.

O ato no Espaço Inter teve a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de André do Prado (PL), Lucas Pavanato (PL), Guilherme Derrite (PL) e do prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL).

Flávio também acusou Lula de manter patrimônio em nome de terceiros e mencionou o sítio de Atibaia (SP). Segundo o senador, o imóvel estava em nome de Fernando Bittar.

O nome de Marcola apareceu ainda em conversas sobre o Banco Master. Em julho de 2025, ele discutiu a situação da instituição com Walfrido Warde, ex-advogado de Daniel Vorcaro, em um grupo de WhatsApp chamado Amigos. Na conversa, Warde pediu que Marcola informasse Lula de que o Banco Central estaria dificultando a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Principais informações

  • Flávio Bolsonaro aceitou abrir sigilos bancário e telefônico, mas impôs condições.
  • Ele cobrou que Marcola, familiares de Lula e o Instituto Lula também divulguem registros.
  • O senador citou Lulinha, Janja, cartão corporativo e o sítio de Atibaia.
  • O ato em Guarulhos foi o último de campanha em São Paulo antes do segundo turno.

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