Eleições 2026: o que faz cada cargo em disputa no primeiro turno

No primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4), o eleitor define seis cargos na mesma votação: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar, 34,1 milhões deles (21%) em São Paulo.
Deputados e senadores compõem o Legislativo e elaboram leis; governador e presidente comandam os Executivos estadual e federal. O TRE-SP preparou uma série explicativa sobre as atribuições de cada cargo.
A votação começa pelo deputado federal. A Câmara dos Deputados tem 513 cadeiras, e São Paulo, estado mais populoso, elege 70. Cabe a esses parlamentares discutir, propor e votar projetos de lei de alcance nacional, analisar matérias nas comissões, debater o Orçamento e apresentar emendas para direcionar recursos.
Em seguida vem o deputado estadual. Em São Paulo, são 94 vagas na Assembleia Legislativa (Alesp). A atuação se concentra em temas regionais: votar leis estaduais, fiscalizar a administração pública, acompanhar a aplicação das verbas do estado, convocar audiências públicas e instaurar CPIs.
O terceiro e o quarto votos são para senador. Cada estado e o Distrito Federal elegem dois, com 54 das 81 cadeiras em disputa — a renovação é alternada, e em 2022 foi preenchido um terço da Casa. O mandato é de oito anos. Além de elaborar as leis federais, o Senado julga autoridades em crimes de responsabilidade e aprova indicações, como a de ministro do STF.
A urna só libera o segundo voto para senador depois da confirmação do primeiro, e não é possível votar duas vezes no mesmo candidato: se o número for repetido, a segunda escolha é anulada.
O quinto voto é para governador, responsável pela administração do estado e por políticas de saúde, educação e segurança. Ele encaminha à Assembleia os projetos de planejamento e Orçamento, sanciona ou veta leis, trabalha com secretários estaduais e articula com municípios e a União.
Por último, o eleitor escolhe o presidente, cargo que exige idade mínima de 35 anos e nacionalidade brasileira. Ele é chefe de Estado, representando o país no exterior, e chefe de governo, à frente da administração federal com o auxílio dos ministros que nomeia e cujas indicações para cargos como o de ministro do STF passam pelo Senado. O vice o substitui em impedimentos temporários e o sucede em caso de vacância.
Governador e presidente podem disputar o segundo turno. Se nenhum candidato obtiver maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados voltam às urnas no dia 25, último domingo de outubro.
O TSE disponibiliza um simulador de votação com personagens fictícios, e o TRE-SP preparou uma cola eleitoral para download e impressão, na mesma sequência da urna.
Principais informações
- O eleitor vota, nesta ordem, para deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente.
- Mais de 158 milhões de pessoas estão aptas a votar; 34,1 milhões (21%) estão em São Paulo.
- O Senado renova dois terços das cadeiras, com duas vagas por estado e pelo Distrito Federal, e não é possível repetir o número no segundo voto.
- Governador e presidente podem ter segundo turno em 25 de outubro se ninguém alcançar maioria absoluta dos votos válidos.
- TSE tem simulador de votação e o TRE-SP oferece cola eleitoral para impressão.

