Candidato do PSD em Santa Catarina declara apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno

Candidato do PSD em Santa Catarina declara apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno

João Rodrigues, candidato do PSD ao governo de Santa Catarina, anunciou nesta quinta-feira (1º) que votará em Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República já no primeiro turno. Com a decisão, ele abandona o apoio a Ronaldo Caiado, candidato do próprio partido, na reta final da eleição.

O anúncio foi feito em vídeo publicado nas redes sociais. Rodrigues afirmou que mudou de posição ao avaliar que a candidatura de Caiado não alcançou viabilidade eleitoral.

Até então, o candidato catarinense mantinha o apoio ao correligionário no primeiro turno. Ele já havia sinalizado, no entanto, que votaria em Flávio em um eventual segundo turno contra Lula.

A movimentação surpreendeu a cúpula nacional do PSD. Segundo fontes ouvidas pela CNN, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, não foi avisado previamente por Rodrigues de que o apoio a Flávio seria declarado já no primeiro turno.

Kassab é candidato a vice-presidente na chapa de Caiado e vinha defendendo uma estratégia de preservação da candidatura própria do partido.

O racha na legenda já havia ficado evidente nas semanas anteriores. Além do próprio Rodrigues, outros integrantes do PSD, como Sandro Alex, manifestaram disposição de apoiar o candidato do PL contra Lula em uma hipótese de segundo turno.

A declaração de Rodrigues ocorre em meio à busca de Flávio por voto útil no primeiro turno e amplia a pressão sobre a estratégia do PSD na reta final da eleição.

Principais informações

  • João Rodrigues, candidato do PSD ao governo de Santa Catarina, declarou voto em Flávio Bolsonaro já no primeiro turno.
  • Ele abandonou o apoio a Ronaldo Caiado, candidato do próprio PSD, na reta final da eleição.
  • O anúncio foi feito em vídeo nas redes sociais, com a justificativa de que a candidatura de Caiado não alcançou viabilidade eleitoral.
  • Segundo a CNN, Gilberto Kassab, presidente do PSD e vice na chapa de Caiado, não foi avisado previamente.
  • A decisão amplia a pressão sobre a estratégia do partido na reta final do primeiro turno.

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