Campanha de Paes distribui cartilha para militância evitar polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

Campanha de Paes distribui cartilha para militância evitar polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

A campanha de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro distribuiu uma cartilha que orienta a militância a manter distância da polarização nacional entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A estratégia busca uma virada nas urnas.

O documento pede respeito ao voto nacional e sugere a seguinte abordagem: "Diga que dá para votar diferente para presidente e para governador". A orientação continua: "O voto para governador não é o voto para presidente. Não discuta Lula ou Bolsonaro", afirma o texto, segundo o qual essa discussão não muda voto e não resolve o problema do Rio.

A cartilha também recomenda o uso das redes sociais para atrair indecisos, com publicações nos stories ou no status convidando quem vota diferente para presidente e ainda não decidiu o voto para governador a conversar sobre o Rio.

Conforme o material, o posicionamento parte do diagnóstico de que é quase impossível vencer o bolsonarismo no berço político do movimento, e a vitória de Flávio Bolsonaro no estado reforçou a cautela do grupo. Correligionários já iniciaram o trabalho de campo, e uma das apostas é o chamado voto BolsoPaes.

O material afirma que Paes, favorito nas pesquisas, foi derrotado nas urnas em uma das maiores reviravoltas da eleição, e atribui o revés no primeiro turno à nacionalização da campanha e ao voto casado para presidente e governador. Um dos mantras da campanha é que não são Lula nem Flávio Bolsonaro que vão governar o Rio.

A missão no segundo turno é apresentada como difícil por dois motivos: a nacionalização deve ser a principal estratégia do adversário para crescer nas pesquisas, e a disputa estadual ocorre ao mesmo tempo que a presidencial, diferentemente da eleição municipal, frequentemente restrita a problemas locais.

O material aponta ainda a possibilidade de o segundo turno não ser realizado, a depender da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a anulação da votação de Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu sub judice.

Principais informações

  • Campanha de Paes distribuiu cartilha para a militância evitar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro
  • Documento orienta dizer que é possível votar diferente para presidente e governador
  • Militância é aconselhada a não discutir Lula ou Bolsonaro e a usar redes sociais para atrair indecisos
  • Campanha aposta no chamado voto BolsoPaes e culpa a nacionalização pelo revés no primeiro turno
  • Segundo turno pode não ocorrer, a depender de decisão do TSE sobre a votação de Garotinho

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