Caça italiano da Otan derruba drone sobre a Lituânia e alerta é emitido em Vilnius

Um caça italiano que integra a missão da Otan abateu um drone sobre a Lituânia logo após a meia-noite desta terça-feira, 15, segundo o Centro Nacional de Gestão de Crises do país. A defesa lituana derrubou o aparelho perto da vila de Pratkunai, no sul do território e próximo a Kaunas, depois que ele entrou no espaço aéreo nacional — provavelmente vindo de Belarus.
A origem do equipamento ainda é investigada. As autoridades não informaram se o drone era ucraniano ou russo, e um alerta de drone foi emitido na capital, Vilnius, e em cidades vizinhas.
Drones militares que invadem o espaço aéreo de vizinhos da Rússia têm alimentado o temor de que a guerra na Ucrânia transborde as fronteiras da Otan. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, afirmou que ataques próximos ao território de países-membros levarão a organização a aumentar o apoio a Kiev, e prometeu reforçar as defesas das 32 nações ao longo da extensa fronteira leste com a Rússia.
Nos últimos meses, aparelhos ucranianos entraram repetidamente no espaço aéreo da Otan na região báltica. Kiev afirma que eles foram desviados por interferência de sinal russo.
Desde 2004, quando os países bálticos ingressaram na aliança, caças da missão de Defesa Aérea do Báltico patrulham os céus da Letônia, da Lituânia e da Estônia. A missão já abateu drones ucranianos desviados sobre a Estônia em maio e sobre a Letônia em junho e agosto.
Na Dinamarca, uma fragata russa disparou dois sinalizadores em direção a um helicóptero militar dinamarquês nesta segunda-feira, 14. O ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, chamou o episódio de "inaceitável" e disse que ele poderia ter colocado vidas em risco.
A primeira-ministra Mette Frederiksen afirmou que o caso é grave, mas não surpreendente, e o descreveu como parte de um padrão de comportamento de uma Rússia cada vez mais agressiva, que intensifica a guerra híbrida contra a Europa e testa a Otan. A Rússia rejeitou as acusações e nega repetidamente realizar ataques híbridos no continente. O embaixador russo em Copenhague, Vladimir Barbin, culpou a Dinamarca pelo episódio e entregou nota oficial de protesto, segundo a agência estatal RIA.
Enquanto isso, a Rússia atingiu postos de gasolina em Kiev nesta terça-feira, e a Ucrânia atacou uma refinaria russa. Os dois lados mantiveram os ataques a alvos energéticos apesar do anúncio feito no domingo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que haveria um acordo para interrompê-los.
A Rússia lançou 200 drones contra a capital ucraniana e outras cidades durante a madrugada, matando duas pessoas, e atingiu infraestrutura energética e portuária em outras regiões. A Ucrânia atingiu uma refinaria em Syzran, na região russa de Samara, e instalações de produção de drones em Taganrog e Oryol, segundo o presidente Volodymyr Zelenskyy.
Principais informações
- Caça italiano da Otan derruba drone sobre a Lituânia perto da vila de Pratkunai, no sul do país, após invasão do espaço aéreo provavelmente a partir de Belarus
- Autoridades não informaram se o drone era ucraniano ou russo e emitiram alerta na capital, Vilnius, e em cidades vizinhas
- Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, prometeu ampliar o apoio a Kiev e reforçar as defesas das 32 nações na fronteira leste com a Rússia
- Dinamarca acusou uma fragata russa de disparar dois sinalizadores contra um helicóptero militar dinamarquês; a Rússia negou e entregou nota de protesto
- Rússia lançou 200 drones contra a Ucrânia e matou duas pessoas, enquanto Kiev atacou uma refinaria em Syzran e instalações de drones em Taganrog e Oryol

