Banqueiro Vorcaro perguntou a Moraes se ‘com Andrei dá para segurar’ investigações da PF, revelam mensagens

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, mensagens em que pergunta se seria possível segurar investigações e operações da Polícia Federal contra fraudes bilionárias no banco. O conteúdo foi encontrado pela PF no celular do banqueiro, conforme revelou o site Sentido Horário.
Em 16 de novembro de 2025, Vorcaro escreveu a Moraes pedindo que Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, adiasse uma ação policial. No texto, ele afirma que o atraso evitaria a quebra do banco: "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível".
Em outra passagem, o banqueiro perguntou a Moraes se a operação poderia ser deflagrada na manhã seguinte. As mensagens foram enviadas poucas horas antes de Vorcaro ser preso pela PF.
A conversa também menciona o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo o banqueiro, Gonet estaria colaborando para obstruir ações contra o Master, em contatos feitos por meio de advogados de Vorcaro. Em um trecho, ele pede que Moraes "reforce com Andrei e Paulo" para evitar que "alguém de baixo" comprometesse o plano.
A operação foi realizada e o Banco Master acabou sendo liquidado. O caso deixou um desfalque de R$ 41 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos.
O material apreendido não traz considerações específicas sobre Andrei Rodrigues. As investigações das fraudes seguem no STF, no gabinete do ministro André Mendonça.
Principais informações
- Mensagens no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam pedidos a Alexandre de Moraes para segurar investigações da PF.
- Em 16 de novembro de 2025, Vorcaro pediu que Moraes convencesse Andrei Rodrigues a atrasar uma operação.
- O banqueiro também citou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, como colaborador para obstruir ações.
- Vorcaro foi preso horas depois e o Banco Master foi liquidado, com desfalque de R$ 41 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos.

