André Mendonça vê tentativa de intimidação em operação da PF que mirou deputado aliado

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça interpretou como tentativa de intimidação a operação da Polícia Federal deflagrada nesta segunda-feira (14) que teve como alvo o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino.
Segundo os investigadores, o deputado teria se envolvido em "comercialização de influência" junto aos tribunais superiores. Cezinha de Madureira é apontado como um dos principais articuladores da nomeação de Mendonça para a corte suprema.
A interlocutores próximos, Mendonça afirmou enxergar na iniciativa mais uma forma de constrangê-lo, sobretudo por atingir um aliado direto. Na avaliação do ministro, o grupo vinculado a Alexandre de Moraes dentro do tribunal tem promovido tentativas sistemáticas de desgastá-lo.
Mendonça é o relator do caso Master no Supremo. Conforme relatado nos bastidores, as pressões sobre ele se intensificaram depois que o presidente do STF, Edson Fachin, incluiu na pauta o julgamento que pode levar ao afastamento de Moraes.
A sessão está agendada para esta terça-feira (15), com início previsto para as 10h, e será realizada de forma pública. Persiste incerteza sobre quais ministros irão efetivamente votar, e já se discute internamente a possibilidade de pedidos de vista, o que adiaria a decisão sobre o futuro de Moraes no tribunal.
Principais informações
- Operação da PF autorizada por Flávio Dino teve como alvo o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
- Mendonça afirmou a interlocutores que a ação busca constrangê-lo por atingir um aliado direto
- Cezinha é apontado como articulador da nomeação de Mendonça e investigado por suposta comercialização de influência
- Mendonça é relator do caso Master e relata pressões intensificadas após a pauta do julgamento sobre Moraes
- O julgamento sobre o afastamento de Moraes está marcado para terça-feira (15), às 10h, com possibilidade de pedidos de vista

