André Mendonça mapeia votos no STF para investigar Alexandre de Moraes

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), articula a abertura de uma investigação contra o colega Alexandre de Moraes, após revelações sobre suposta proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme movimentações internas na Corte, Mendonça já mapeia votos entre os ministros para avaliar a viabilidade do pedido.
As revelações indicam que Moraes teria solicitado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, proteção a Vorcaro. Também há relato de que Moraes teria participado diretamente do manuseio de um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o banqueiro.
Em conversas reservadas, Mendonça classificou as revelações como graves. Ele avalia encaminhar o pedido formal de investigação ao presidente do STF, Edson Fachin, a quem já teria feito alertas anteriores sobre indícios de envolvimento de Moraes com Vorcaro.
Por se tratar de ministro da Suprema Corte, somente o plenário do STF pode autorizar a abertura de investigação. No levantamento de apoios, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes são considerados votos garantidos contra a apuração; Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux apoiariam o pedido.
A ministra Cármen Lúcia é apontada como incerta, mas a aposta é de que votaria pela abertura. O ministro Dias Toffoli tem participação indefinida, pois é visto como suspeito de envolvimento com Vorcaro; se votar, a leitura é que se posicionaria a favor da investigação. Mendonça e Toffoli são próximos, e uma investigação anterior que envolvia Toffoli não teria avançado; interlocutores veem como mera transação comercial o vínculo de Vorcaro com o resort da família do ministro.
Principais informações
- André Mendonça mapeia votos no STF para formalizar pedido de investigação contra Alexandre de Moraes.
- Revelações citam suposta proteção a Daniel Vorcaro e contrato de R$ 129 milhões da esposa de Moraes.
- Pedido deve ser apresentado ao presidente do STF, Edson Fachin; plenário decide.
- Levantamento aponta três votos contra a investigação, três a favor, com Cármen Lúcia e Toffoli como incertos.

