Moraes confronta Mendonça no STF por acesso antecipado a relatório sigiloso da PF

Moraes confronta Mendonça no STF por acesso antecipado a relatório sigiloso da PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confrontou o colega André Mendonça após ter acesso antecipado a um relatório sigiloso da Polícia Federal que estava sob relatoria de Mendonça. O episódio ocorreu na sede da corte e envolve mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O relatório foi produzido a pedido de Mendonça, que queria identificar o interlocutor de Vorcaro em conversas que mencionavam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A apuração apontou que o interlocutor era o próprio Moraes. Em uma das mensagens, Vorcaro pedia 'proteção' ao ministro em relação a Gonet e Rodrigues.

O encontro entre os ministros foi marcado por tom áspero, sem troca de ofensas ou ameaça de agressão física. Mendonça perguntou a Moraes como ele havia tido acesso a um documento sigiloso que ainda estava sob sua guarda, mas a pergunta ficou sem resposta.

Na terça-feira, 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo da petição que reúne os novos elementos levantados pela PF e abriu prazo para a Procuradoria-Geral da República se manifestar. Após o parecer, o processo deve ser encaminhado ao plenário do STF, em sessão presencial e pública, ainda sem data definida.

O caso é um desdobramento da investigação sobre o Banco Master, que tramita sob relatoria de Mendonça. As mensagens entre Vorcaro e Moraes foram descobertas durante a análise do celular do empresário, ampliando o escopo da apuração e gerando desdobramentos internos no tribunal.

Principais informações

  • Moraes teve acesso antecipado a relatório sigiloso da PF sob relatoria de Mendonça.
  • Relatório mostrou que Moraes era o interlocutor de Vorcaro em mensagens sobre Gonet e Andrei.
  • Mendonça questionou Moraes sobre o acesso, mas não obteve resposta.
  • Mendonça levantou sigilo e abriu prazo para a PGR se manifestar.
  • Processo deve ser analisado pelo plenário do STF em sessão presencial e pública.

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