Advogado de Trump Media pede investigação sobre prorrogação da votação até as 19h no segundo turno

O advogado norte-americano Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, pediu uma investigação independente sobre a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar até as 19h a votação do segundo turno da eleição presidencial brasileira, realizado no domingo 25.
Em publicações no X, De Luca, que apoiou Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha, chamou o episódio de "Janela Zanin" e levantou suspeitas sobre a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O advogado sugeriu a possibilidade de fraude, mas não apresentou provas de irregularidades. Em uma das postagens, escreveu: "See what I just posted. The Zanin 2 hour window is the key."
Segundo esclarecimentos posteriores do próprio Zanin e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, a prorrogação valia apenas para as seções que ainda estavam com as urnas abertas às 17h.
O advogado também citou informação divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, segundo a qual a ampliação geral do horário exigiria a reprogramação individual de cerca de 490 mil urnas eletrônicas.
A partir desse dado, De Luca cobrou explicações sobre as instruções transmitidas aos mesários e sobre eventuais alterações nos equipamentos. "Se a extensão exigia uma intervenção individual em centenas de milhares de urnas, as autoridades precisam esclarecer, com precisão, quais instruções foram dadas, quais alterações foram feitas e onde", escreveu.
Principais informações
- Martin De Luca, advogado da Trump Media e do Rumble, pediu investigação independente sobre a prorrogação da votação até as 19h.
- A decisão foi do ministro Cristiano Zanin, do STF, no segundo turno realizado no domingo 25.
- De Luca chamou o episódio de "Janela Zanin" e sugeriu fraude, sem apresentar provas.
- Zanin e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmaram que a prorrogação valeu só para seções com urnas abertas às 17h.
- O advogado cobrou explicações sobre instruções aos mesários e eventuais alterações em urnas, citando informação de que a ampliação geral exigiria reprogramar cerca de 490 mil equipamentos.

