Guiana tem a maior renda per capita da América do Sul, diz artigo da Sentido Horário

Em artigo de opinião publicado pela Sentido Horário, o autor afirma que a Guiana se tornou o país com maior PIB per capita da América do Sul, puxada pela exploração de petróleo offshore. O texto reúne dados do FMI e de outras fontes para descrever a fase de forte expansão do país vizinho ao Brasil.
Conforme o artigo, o PIB real anual da Guiana cresceu 43,5% em 2020, 20,1% em 2021, 63,3% em 2022, 33,8% em 2023 e 43,8% em 2024. Para 2025, a estimativa é de alta entre 10% e 19%; para 2026, a projeção aponta variação de 16% a 23%.
O valor total do PIB passou de cerca de US$ 5,2 bilhões em 2019 para uma faixa entre US$ 24,7 bilhões e US$ 25 bilhões em 2024. A renda per capita subiu de aproximadamente US$ 6 mil para um patamar entre US$ 25 mil e US$ 30 mil no mesmo período.
De acordo com o texto, a produção de petróleo operada pela ExxonMobil oscila entre 600 mil e 900 mil barris por dia. O governo de Irfaan Ali, reeleito em 2025, tem alinhamento próximo aos Estados Unidos e aplica parte dos recursos em infraestrutura, construção civil e agricultura.
A Guiana, ex-colônia britânica, tem 878 mil habitantes, segundo o censo 2023-2024, área de 214 mil km² e densidade demográfica de aproximadamente 4 habitantes por km². O artigo lembra que o país era pobre e acelerou a economia depois da descoberta de petróleo em 2015, com prospecção iniciada em 2019.
A análise usa o caso guianês para criticar o Brasil e a Venezuela. O autor diz que o Brasil, com 526 anos de existência, permanece com subdesenvolvimento e cita políticas ambientais e climáticas como entraves. Também aponta a corrupção como problema central e sustenta que o futuro da Guiana dependerá de decisões estratégicas sobre o uso dos recursos obtidos com o petróleo.
Principais informações
- A Guiana tem o maior PIB per capita da América do Sul, segundo o artigo
- PIB da Guiana cresceu 43,5% em 2020 e 63,3% em 2022
- Produção de petróleo da ExxonMobil está entre 600 mil e 900 mil barris por dia
- Irfaan Ali foi reeleito em 2025 e tem alinhamento com os EUA
- Projeções do FMI indicam alta de 10% a 19% em 2025 e 16% a 23% em 2026

