Edição genética elimina em cães vivos a proteína que causa alergia a humanos

Pesquisa da empresa Kindred Companion Sciences, nos Estados Unidos, conseguiu editar geneticamente cães para eliminar a proteína Can f 1, principal causadora de alergias a cachorros em humanos. Dois beagles submetidos ao procedimento vivem saudáveis com seus tutores no país.
A técnica atua nas glândulas salivares e na língua dos animais, impedindo a produção do alérgeno. Como os cães se lambem, a proteína se espalha pelo pelo e pela caspa — por isso mesmo raças ditas hipoalergênicas podem desencadear reações.
A empresa afirma ser a primeira a eliminar um alérgeno em cães vivos, superando testes feitos apenas em células de laboratório. Em pessoas alérgicas, o sistema imunológico reage à proteína produzindo anticorpos IgE, o que causa sintomas como coceira, espirros, vermelhidão nos olhos e chiado no peito.
Apesar do resultado positivo com os beagles, a técnica ainda não está disponível para o público. Especialistas apontam que novos estudos são necessários para confirmar a segurança e a eficácia do procedimento antes de qualquer aplicação em larga escala.
Principais informações
- Cientistas da Kindred Companion Sciences editaram genes de cães para remover a proteína Can f 1.
- A técnica foi aplicada em dois beagles, que vivem saudáveis com tutores nos EUA.
- Can f 1 é o principal alérgeno canino e se espalha pela saliva, pelo pelo e pela caspa.
- A empresa afirma ser a primeira a eliminar um alérgeno em cães vivos.
- Ainda são necessários mais estudos antes do uso em larga escala.

