Colômbia: ofensiva aérea contra dissidentes das Farc deixa 20 mortos na Amazônia

Uma operação aérea do governo colombiano deixou 20 guerrilheiros mortos na segunda-feira, 31, na região amazônica do país. A ação foi comandada pelo presidente Abelardo de la Espriella e é considerada a incursão militar mais letal dos últimos anos na Colômbia.
O alvo foi o Estado-Maior Central, grupo formado por dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e liderado por Iván Mordisco, que rejeitou o acordo de paz de 2016 e se tornou o rebelde mais procurado do país.
No departamento de Guaviare, o governo contabilizou cinco criminosos capturados e o resgate de dois menores de idade.
A operação reflete a política militarista do atual presidente contra o narcotráfico. Desde a posse, a administração já matou pelo menos 38 integrantes da guerrilha. Nas redes sociais, o presidente declarou: "Vamos atrás de você, Mordisco".
Em meados de agosto, o governo colombiano recebeu autorização para atuar em conjunto com tropas dos Estados Unidos. O país integra o Escudo das Américas, aliança impulsionada por Donald Trump contra o tráfico de drogas no continente. O ministro da Defesa, Jorge Mora, afirmou que o Estado não dará trégua.
Organizações não governamentais criticam o uso de aviões militares. As duas primeiras ofensivas da nova administração tiveram quatro adolescentes como vítimas. A Defensoria do Povo atribui à quadrilha de Mordisco a principal responsabilidade pela adesão forçada de crianças ao crime.
Antes do ataque aéreo, um carro-bomba explodiu perto da fronteira com a Venezuela. Um civil morreu, 11 pessoas ficaram feridas e uma delegacia foi parcialmente destruída. A polícia encontrou 80 quilos de explosivos no interior de um veículo roubado.
Principais informações
- Operação aérea na Colômbia deixou 20 dissidentes das Farc mortos.
- Presidente Abelardo de la Espriella ordenou a ação contra o grupo de Iván Mordisco.
- Cinco criminosos foram capturados e dois menores resgatados em Guaviare.
- Governo colombiano já matou pelo menos 38 guerrilheiros desde a posse.
- Carro-bomba na fronteira com a Venezuela matou um civil e feriu 11 antes do ataque.

