Justiça concede proteção temporária à Casas Bahia contra cobrança de R$ 17 bilhões

Justiça concede proteção temporária à Casas Bahia contra cobrança de R$ 17 bilhões

A Justiça de São Paulo concedeu proteção temporária à Casas Bahia contra a cobrança de dívidas superiores a R$ 17 bilhões. A decisão é da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências da capital, e impede que mais de 28 mil credores cancelem contratos ou exijam o vencimento antecipado das pendências.

Na liminar, a magistrada determinou a realização de perícia para verificar o funcionamento real de lojas físicas, centros de distribuição, site e aplicativo da rede. Os peritos da administração judicial terão 30 dias para apresentar um laudo sobre as condições de operação e o abastecimento das prateleiras.

Antes de oficializar o pedido de recuperação judicial, a varejista fechou quase 300 filiais e demitiu cerca de 3 mil funcionários para cortar custos. O presidente do grupo, Renato Franklin, afirmou que as unidades encerradas já estavam em situação crítica e que a empresa atravessa a pior crise de sua história.

A decisão também mantém contratos com concessionárias de água, luz, empresas de tecnologia, segurança e locação de imóveis. Fornecedores devem garantir a entrega de produtos já em trânsito enquanto o Judiciário analisa a liberação do prazo de 180 dias de suspensão das cobranças.

Principais informações

  • A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira concedeu liminar que protege a Casas Bahia de cobranças de dívidas de R$ 17 bilhões.
  • A decisão impede que 28 mil credores cancelem contratos ou declarem vencimento antecipado.
  • A Justiça determinou perícia em lojas, centros de distribuição e canais digitais, com laudo em 30 dias.
  • A Casas Bahia fechou quase 300 filiais e demitiu cerca de 3 mil trabalhadores antes do pedido de recuperação judicial.
  • A liminar também mantém contratos essenciais e exige que fornecedores entreguem produtos já em trânsito.

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