Tarcísio defende impeachment de ministros do STF, aprova urnas eletrônicas e confirma apoio a Flávio Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira, 20, a segurança das urnas eletrônicas e a possibilidade de o Senado abrir processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram dadas em sabatina da Rádio CBN com O Globo e Valor Econômico.
Tarcísio afirmou confiar absolutamente nas urnas eletrônicas e disse que o assunto não deve ser mais pauta. Sobre o impeachment, comparou presidentes e ministros do STF: assim como presidentes podem sofrer impeachment — o país já teve dois casos —, ministros também poderiam, desde que houvesse devido processo, com decisão final do Senado Federal.
O governador, candidato à reeleição, também confirmou que fará campanha para o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e criticou a política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele propôs reforma política com fim da reeleição e adoção do voto distrital. Flávio questiona o modelo brasileiro de votação, mas Tarcísio disse concordar com ele na maioria dos temas, incluindo a destituição de ministros do STF pelo Senado.
Segundo Tarcísio, a estratégia da campanha será mostrar ao eleitor a possibilidade de articulação entre Brasília, o Palácio dos Bandeirantes e a Prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB). Ele afirmou que o alinhamento com Nunes ajuda a fazer obras em conjunto e que uma eventual vitória de Flávio facilitaria a chegada de recursos federais ao estado.
Na economia, Tarcísio atacou a política fiscal de Lula e alertou para os efeitos do aumento da dívida sobre empresas e investimentos. Segundo ele, o país enfrenta aperto de crédito e pode sofrer pressão cambial e inflacionária se houver dificuldades na rolagem da dívida. O governador disse que a continuidade dessa política é arriscada e citou relatos de que, sem ajuste, Lula poderia terminar como Dilma, com o país caminhando para uma recessão.
Na segurança pública, Tarcísio afirmou que homicídios e latrocínios atingiram os menores índices da série histórica de São Paulo, embora reconheça que a percepção da população não acompanhou a queda. Ele garantiu que as câmeras corporais dos policiais continuarão nos mesmos moldes, independentemente de questionamentos do Ministério Público de São Paulo. O governador comparou o equipamento ao usado em Paris.
Sobre letalidade policial, o governador disse que os números são altos, mas afirmou que não aceita abusos e defendeu a adesão aos procedimentos pelas forças de segurança. Em relação ao aumento dos feminicídios, disse que a prevenção é difícil quando não há sinais anteriores. O estado pretende ampliar canais de comunicação com mulheres e criar banco de dados de agressores, com o objetivo de constranger agressores.
Principais informações
- Tarcísio de Freitas defendeu as urnas eletrônicas e o impeachment de ministros do STF pelo Senado.
- O governador de São Paulo confirmou que fará campanha para Flávio Bolsonaro à Presidência.
- Ele propôs fim da reeleição e adoção do voto distrital.
- Tarcísio criticou a política econômica de Lula e alertou para riscos de recessão.
- Ele afirmou que as câmeras corporais serão mantidas e que o estado criará banco de dados de agressores.

