Agronegócio sustenta superávit comercial de US$ 7,74 bilhões em setembro

Agronegócio sustenta superávit comercial de US$ 7,74 bilhões em setembro

O Brasil fechou setembro de 2026 com superávit comercial de US$ 7,74 bilhões, resultado bem acima do saldo de US$ 3,14 bilhões apurado no mesmo mês de 2025. As vendas externas somaram US$ 34,42 bilhões, com avanço de 12,9%, enquanto as compras do exterior recuaram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões.

O desempenho do mês teve como principal motor o agronegócio, que registrou saldo positivo de US$ 13,40 bilhões. Os demais setores da economia, somados, ficaram no negativo em US$ 5,66 bilhões. As exportações do agro chegaram a US$ 15,17 bilhões, alta de 1,9% na comparação anual.

A soja em grão segue como o produto mais vendido pelo setor ao exterior, com aumento de 11,9% no valor embarcado. O farelo de soja cresceu 48,4% e o óleo de soja em bruto subiu 257,4%, movimento puxado pelos embarques a Índia e Egito. Também houve ganho nas exportações de café verde, celulose e carne de frango in natura.

Na direção oposta, o milho exportado caiu 17,6%. As vendas de carne bovina in natura recuaram 30,6% e as de carne suína diminuíram 22,1%. No caso da proteína bovina, o recuo foi influenciado pela queda de 93,5% nos embarques à China, depois que o país asiático aplicou uma salvaguarda ao atingir a cota anual. O aumento das compras por Estados Unidos e Chile não foi suficiente para compensar a perda no mercado chinês.

As importações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 1,77 bilhão, 0,7% acima de setembro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações do setor chegaram a US$ 133,60 bilhões, crescimento de 5,5%, enquanto as importações caíram 0,5%, para US$ 15,16 bilhões.

Em São Paulo, as exportações totais alcançaram US$ 6,64 bilhões no mês, abaixo das importações de US$ 8,40 bilhões. Com isso, o déficit comercial do Estado subiu de US$ 1,46 bilhão em setembro de 2025 para US$ 1,75 bilhão.

O agronegócio paulista teve superávit de US$ 1,66 bilhão, apesar da queda de 14,6% nas exportações do setor, que totalizaram US$ 2,17 bilhões. O açúcar de cana em bruto liderou as vendas externas mesmo com recuo de 29,7%. As carnes bovina in natura e de frango caíram 40,6% e 12,2%, respectivamente, enquanto o álcool etílico avançou 42,7%. Também cresceram as vendas de papel, carne bovina industrializada e café solúvel.

De janeiro a setembro, o agro de São Paulo acumulou superávit de US$ 15,6 bilhões, com exportações de US$ 20,1 bilhões, recuo de 6,4% frente ao mesmo período de 2025, e importações de US$ 4,47 bilhões, alta de 2,9%. A China foi o principal destino das vendas paulistas do setor, com 24,9% de participação, seguida pelos Estados Unidos, com 10,4%. Os números constam do Relatório de Acompanhamento Mensal do Comércio Exterior, edição nº 39, do Departamento Econômico da Faesp, com base em dados do MDIC/ComexStat.

Principais informações

  • Superávit comercial brasileiro de US$ 7,74 bilhões em setembro de 2026, contra US$ 3,14 bilhões um ano antes.
  • Exportações totais cresceram 12,9%, para US$ 34,42 bilhões, e importações caíram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões.
  • O agro teve saldo de US$ 13,40 bilhões, enquanto os demais setores somaram déficit de US$ 5,66 bilhões.
  • Óleo de soja em bruto avançou 257,4% e farelo de soja, 48,4%; milho recuou 17,6% e carne bovina in natura, 30,6%.
  • Em São Paulo, o agronegócio teve superávit de US$ 1,66 bilhão em setembro, com exportações de US$ 2,17 bilhões.

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