Imposto Seletivo passará a incidir sobre carros novos a partir de 2027

O Imposto Seletivo criado pela reforma tributária, conhecido como "Imposto do Pecado", passará a incidir também sobre carros novos, incluindo automóveis de passeio, a partir de 2027. A cobrança sobre o setor automotivo levará em conta características dos veículos, como potência, eficiência energética e impacto ambiental.
Na prática, os automóveis poderão ter alíquotas diferentes conforme esses critérios, de modo que alguns modelos paguem mais do que outros, dependendo do que for definido pela legislação. Os carros movidos a gasolina e os flex estão entre os modelos considerados na nova tributação.
Já os veículos híbridos e elétricos poderão receber tratamento diferenciado, de acordo com seus indicadores ambientais e os demais critérios previstos nas regras.
O governo federal afirma que a transição marcada para 2027 foi planejada para evitar aumento da carga tributária em relação ao sistema atual. A partir de 2028, o cenário poderá mudar com a implementação das regras definitivas e eventuais alterações nas alíquotas.
O impacto sobre os preços dependerá da regulamentação e da forma como montadoras e concessionárias repassarem os custos tributários. O setor automotivo acompanha as mudanças da reforma, sobretudo pelos possíveis efeitos sobre a produção, a comercialização e o preço final dos veículos, o que também pode influenciar as decisões de consumidores que pretendem trocar de automóvel.
O Imposto Seletivo foi criado com a justificativa de desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Além dos automóveis, a tributação alcança bebidas alcoólicas, cigarros e outros produtos previstos na legislação.
Principais informações
- Imposto Seletivo sobre carros novos começa a ser implementado em 2027
- Cobrança considera potência, eficiência energética e impacto ambiental do veículo
- Carros a gasolina e flex estão entre os modelos alcançados
- Híbridos e elétricos poderão ter tratamento diferenciado
- Governo afirma que transição foi planejada para evitar aumento da carga tributária

