TSE soma 40.000 ataques hacker no primeiro turno e tinha Azael como maior preocupação

TSE soma 40.000 ataques hacker no primeiro turno e tinha Azael como maior preocupação

O Tribunal Superior Eleitoral contabilizava 40.000 ataques hacker contra seus servidores às 15h53 do domingo do primeiro turno. Em sua maioria, eram tentativas maliciosas de negação de serviço, conhecidas como DDoS, que tentavam sobrecarregar a estrutura da Justiça Eleitoral e deixar o endereço eletrônico da corte fora do ar.

A maior preocupação do tribunal, no entanto, era um cibercriminoso brasileiro conhecido como Azael. Ele já reivindicou ataques que derrubaram sistemas do Superior Tribunal de Justiça, da Petrobras e de diversos órgãos públicos, e anunciou em uma rede social que o TSE seria seu alvo no domingo de votação. Em paralelo, a Polícia Federal abriu um inquérito, já arquivado, para apurar uma eventual interferência estrangeira nas eleições.

Diante da ameaça, o tribunal adotou precauções adicionais. Computadores de ministros e servidores foram desconectados da internet quatro dias antes da eleição, e os funcionários foram orientados a trabalhar offline. As máquinas só seriam reconectadas depois que 100% das urnas tivessem sido apuradas e os votos, totalizados.

O primeiro turno corria sem maiores intercorrências quando o sistema de divulgação dos votos apurados travou por cerca de 50 minutos. A totalização seguiu normalmente, mas a divulgação em tempo real ficou comprometida. O TSE analisou as hipóteses antes de descartar uma ação de Azael ou uma suposta interferência estrangeira e concluiu que o fluxo gigantesco de dados contabilizados ao mesmo tempo deixou o sistema de divulgação lento. Segundo o tribunal, não se tratava de um ciberataque.

Na quinta-feira, 8, o TSE acionou a Polícia Federal e pediu a abertura de uma investigação sobre ataques e ameaças contra servidores do tribunal, caso que inclui a exposição de informações privadas e discursos de ódio. Foram pelo menos 30.000 postagens de ataques e ameaças a servidores da Justiça Eleitoral. Por precaução, parte das vítimas passou a andar com seguranças providenciados pela corte.

Principais informações

  • O TSE contabilizava 40.000 ataques hacker contra seus servidores às 15h53 do domingo do primeiro turno, em grande parte tentativas de DDoS.
  • A principal preocupação do tribunal era o cibercriminoso brasileiro Azael, que já reivindicou ataques ao STJ, à Petrobras e a outros órgãos públicos.
  • Computadores de ministros e servidores ficaram desconectados da internet quatro dias antes da eleição, com trabalho offline até a totalização de 100% das urnas.
  • O sistema de divulgação dos votos travou por cerca de 50 minutos, mas o TSE concluiu que a lentidão foi causada pelo volume de dados, não por ciberataque.
  • Na quinta-feira, 8, o TSE pediu à Polícia Federal investigação sobre ao menos 30.000 postagens de ataques e ameaças a servidores da Justiça Eleitoral.

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