Risos e piadas marcam sessão do STF e contrastam com gravidade institucional

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) teve clima incomum durante sessão realizada em uma quinta-feira: ministros riram e fizeram brincadeiras, em ambiente mais próximo de um encontro informal do que de julgamentos da mais alta corte do país.
Em um dos episódios, o ministro Nunes Marques, relator original de um processo sobre atribuições do Ministério Público, foi vencido em alguns pontos e, entre risos, aceitou deixar a condução do caso. Ele manifestou dúvida sobre quem deveria assumir a relatoria: Alexandre de Moraes ou Flávio Dino.
Flávio Dino aproveitou a ocasião para provocar os colegas, lembrando a longa carreira de Luiz Fux no Ministério Público e sugerindo que Alexandre de Moraes também era quase tão antigo na instituição. A declaração provocou uma gargalhada sonora de Gilmar Mendes.
Outro momento foi a votação para o cargo de ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Fachin fez graça com a ansiedade do certame eleitoral, enquanto Alexandre de Moraes ironizou perguntando se a apuração estava apertada.
O resultado, invariavelmente previsível por seguir a ordem de antiguidade, reconduziu Cristiano Zanin ao cargo com nove votos; Luiz Fux recebeu um único voto, o do próprio Zanin.
Em tempos de desconfiança da população em relação ao Judiciário, a descontração nas sessões transmitidas ao vivo pode soar como distanciamento das preocupações da sociedade, ainda que a leveza também pudesse ser considerada natural em qualquer ambiente de trabalho.
Principais informações
- Sessão do STF teve clima de descontração, com risos e brincadeiras entre ministros.
- Nunes Marques deixou relatoria de processo após derrota e brincou sobre o sucessor.
- Dino provocou colegas lembrando a carreira de Fux no Ministério Público.
- Fachin e Moraes ironizaram a eleição previsível no TSE.
- Zanin foi reconduzido com nove votos; Fux recebeu um voto, do próprio Zanin.

