Protestos na França têm confrontos com a polícia e fecham a Torre Eiffel

Protestos na França têm confrontos com a polícia e fecham a Torre Eiffel

Milhares de manifestantes voltaram às ruas da França nesta quinta-feira, 5, em protestos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Em Lyon, a polícia recorreu a gás lacrimogêneo para dispersar os participantes, e em Paris estudantes entraram em confronto com agentes de segurança. A Torre Eiffel foi fechada por causa da greve nacional.

As manifestações foram convocadas por sindicatos e tiveram adesão de estudantes e de trabalhadores de diversos setores. Entre as reivindicações apresentadas estão aumento de salários, recuperação do poder de compra e mais investimentos em serviços públicos, com destaque para a educação.

O Ministério do Interior francês estimou em 600 mil o número de participantes em quase 200 manifestações realizadas pelo país. Os sindicatos, por sua vez, calcularam a presença de 1,6 milhão de pessoas. Cerca de 70 mil policiais e integrantes da Gendarmaria foram mobilizados para conter possíveis distúrbios.

Nos arredores de Toulouse, uma escola de ensino médio pegou fogo após o lançamento de artefatos explosivos. Alunos e funcionários precisaram deixar o prédio.

A paralisação também atinge escolas, hospitais e serviços públicos, além de reduzir a produção de energia nuclear. O transporte, porém, não registra grandes interrupções.

A onda de protestos começou em setembro e ganhou a adesão de diferentes categorias profissionais, em meio à insatisfação com o custo de vida e com a qualidade dos serviços públicos. A crise aumenta a pressão sobre Macron, com as eleições presidenciais francesas previstas para maio de 2027.

Principais informações

  • Protestos contra o governo Macron levaram milhares às ruas da França nesta quinta-feira, 5
  • Houve uso de gás lacrimogêneo em Lyon e confrontos entre estudantes e policiais em Paris
  • A Torre Eiffel foi fechada devido à greve nacional
  • Ministério do Interior estimou 600 mil manifestantes; sindicatos calcularam 1,6 milhão
  • Escola de ensino médio nos arredores de Toulouse pegou fogo após lançamento de artefatos explosivos

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