Prefeitura de Salvador atribui a adesivos do 13 atraso na saída de ônibus no segundo turno

Prefeitura de Salvador atribui a adesivos do 13 atraso na saída de ônibus no segundo turno

A Prefeitura de Salvador atribuiu o atraso na saída de parte dos ônibus do transporte público neste domingo, 25, dia do segundo turno das eleições, a adesivos com o número 13, do PT, colocados nos veículos. Segundo a administração municipal, os responsáveis foram sindicalistas. O episódio impediu a liberação de parte da frota.

O Procon-BA informou ter encontrado 370 ônibus das empresas OT Trans e Integra Plataforma parados nas garagens, em áreas do subúrbio e na Avenida Barros Reis. De acordo com o órgão, os veículos estavam aptos a circular, mas permaneciam nos pátios, o que descumpre regras eleitorais que determinam o uso da frota para garantir o transporte da população. A fiscalização também identificou ao menos 75 ônibus impedidos de sair das garagens. O Procon afirmou que adotaria as medidas administrativas cabíveis e que a fiscalização continuaria em outras garagens da capital baiana ao longo da tarde.

A Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) disse ter determinado a liberação de toda a frota, inclusive dos veículos com adesivos, que considera propaganda eleitoral irregular. "A prioridade segue sendo a circulação de veículos e o deslocamento da população", declarou a secretaria, acrescentando que a operação começava a ser normalizada por meio do diálogo com representantes sindicais.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Maurício Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento imediato da frota integral do transporte público, com multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento, aplicável ao município, à Semob e às empresas concessionárias do sistema. O tribunal também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que os ônibus do consórcio Ótima saíram das garagens no horário e sem problemas, enquanto os veículos do consórcio Plataforma enfrentaram dificuldades na operação. Segundo ele, os coletivos desse consórcio só começaram a circular depois da retirada dos adesivos com o número 13. Bruno Reis classificou como crime eleitoral a exigência de liberar os ônibus com os adesivos; as informações disponíveis não detalham eventual decisão judicial que reconheça a prática do crime.

Principais informações

  • Prefeitura de Salvador atribuiu o atraso de ônibus a adesivos com o número 13, do PT, colocados por sindicalistas
  • Procon-BA encontrou 370 ônibus da OT Trans e Integra Plataforma parados nas garagens e ao menos 75 impedidos de sair
  • Semob determinou a liberação de toda a frota, inclusive dos veículos com adesivos, que considera propaganda irregular
  • TRE-BA ordenou o restabelecimento imediato da frota integral, com multa de R$ 1 milhão por hora, e a prisão em flagrante do secretário Pablo Souza
  • O prefeito Bruno Reis afirmou que os ônibus do consórcio Plataforma só circularam após a retirada dos adesivos e classificou a exigência como crime eleitoral

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