Lula diz em vídeo com Janones que não tem dinheiro para celular e promete usar o de Janja

O presidente Lula da Silva (PT) afirmou, em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 15, que não tem dinheiro para comprar um celular e que pretende pegar emprestado o aparelho da primeira-dama, Janja da Silva. A gravação foi feita ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG) e integra o esforço da campanha para ampliar as inscrições no canal "Exército de Lula" no WhatsApp, na reta final do segundo turno das eleições presidenciais.
Pela promessa feita no vídeo, Lula passaria a usar o celular de Janja para interagir com a militância caso a comunidade virtual alcance 5 milhões de participantes. No momento da divulgação, o canal reunia cerca de 4,4 milhões de usuários na plataforma de mensagens.
"Não, eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro, eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar", declarou o presidente na gravação. Janones usou a promessa como isca para atrair novos integrantes e rebater acusações de desinformação contra o grupo. Lula encerrou o apelo convocando os militantes a transformar o canal no "maior exército do mundo".
A ofensiva digital ocorre logo depois de o canal ser retomado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, autorizou o funcionamento do grupo na noite de quarta-feira, 14, e cancelou a exigência do prazo de 48 horas. O tribunal havia suspendido a comunidade na terça-feira, por falta de cadastro formal do endereço eletrônico perante a Justiça Eleitoral.
A liberação definitiva ocorreu no momento em que a coordenação jurídica de Lula regularizou os registros obrigatórios no órgão.
Principais informações
- Lula disse em vídeo com Janones que não tem dinheiro para comprar celular e vai pegar o de Janja emprestado.
- A promessa é condicionada a o canal "Exército de Lula" no WhatsApp alcançar 5 milhões de participantes.
- O canal reúne cerca de 4,4 milhões de usuários, segundo o material.
- O TSE havia suspendido o grupo na terça-feira por falta de cadastro do endereço eletrônico na Justiça Eleitoral.
- O ministro Kassio Nunes Marques autorizou a retomada na noite de quarta-feira, 14, e cancelou o prazo de 48 horas.

