Ipsos-Ipec: governo Lula tem saldo negativo em todas as áreas avaliadas

Nenhuma área de atuação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais avaliações positivas do que negativas, segundo pesquisa do Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (21). O levantamento aponta percepção desfavorável dos eleitores em todos os itens analisados.
A educação aparece como a área de menor desgaste. Entre os entrevistados, 35% avaliaram a atuação do governo como ótima ou boa, enquanto 41% a classificaram como ruim ou péssima. Outros 21% responderam regular e 2% não souberam ou não quiseram opinar.
O combate à fome e à pobreza vem logo em seguida, com 34% de avaliações ótimas ou boas e 43% de ruins ou péssimas. A avaliação regular somou 22%, e 2% não responderam ou não souberam.
O controle e corte de gastos públicos concentra a pior avaliação da gestão. Mais da metade dos eleitores, 54%, considerou a atuação ruim ou péssima. Apenas 24% a avaliaram como ótima ou boa, 19% como regular e 4% não souberam ou não responderam.
Combate à inflação e segurança pública empatam na sequência das piores notas: cada área registrou 51% de avaliações negativas e 25% de positivas. No caso da inflação, 20% dos eleitores apontaram desempenho regular e 3% não souberam ou não responderam. Em segurança pública, 22% indicaram avaliação regular e 2% não se manifestaram.
O levantamento foi feito com entrevistas presenciais de 2.000 eleitores em 130 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Principais informações
- Nenhuma área do governo Lula teve mais avaliações positivas do que negativas na pesquisa Ipsos-Ipec
- Controle de gastos públicos é o item mais criticado, com 54% de avaliações ruins ou péssimas
- Educação tem o menor saldo negativo: 35% ótimo ou bom contra 41% ruim ou péssimo
- Combate à inflação e segurança pública registram 51% de avaliações negativas cada
- Foram entrevistados presencialmente 2.000 eleitores em 130 municípios entre 9 e 13 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais

